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Crítica do filme: 'Ad Vitam'


A balisa da moral aos olhos da justiça. O gênero policial e seus respingos na ação acabam encontrando uma fórmula bem executada no lançamento francês da Netflix, Ad Vitam. Com um bom desenvolvimento narrativo e dissecando os principais conflitos de um protagonista prestes a ser pai, embarcamos numa história repleta de variáveis que se sustenta na responsabilidade do dever.

Na trama conhecemos Franck (Guillaume Canet) e Leo (Stéphane Caillard), um casal à espera do primeiro filho. Eles fizeram parte de um grupo de elite do lado da lei (grupo de intervenção da guarda nacional) que um certo dia vêem seus destinos mudar numa operação mal sucedida que causou a morte de um amigo. Quando informações secretas do ocorrido colocam em xeque todo o contexto, Franck passa a ser perseguido para entregar a única prova do que realmente aconteceu.

A parte dramática, com camadas que vão se moldando em dois recortes de tempos, não deixam de serem um preponderante combustível para as ações dos personagens. Sob alguns olhares - principalmente do casal - a culpa, a escolha por ter filhos, um incidente político internacional se juntam como alguns dos pontos inseridos na trama que ainda tem ótimas cenas de ação mesmo escorregando em alguns clichês do gênero cinematográfico que se insere.

Havia muitas formas de contar essa história e pode ter certeza que a forma que escolheram foi uma das melhores. Os méritos começam na narrativa que usando um detalhado flashback ganha os espectadores com uma história - acima de tudo - sobre lealdade e responsabilidade, uma captação do espírito que se constrói quando entendemos a história dos personagens e sua ligação com o dever.

O resultado é um projeto satisfatório, com ótimas atuações, que não faz rodeios e vai instigando o espectador a ir direito para as lições de seu discurso. E o título também é certeiro, Ad Vitam significa: 'Para toda a vida', algo que preenche todas os conflitos na jornada do herói.


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