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Crítica do filme: 'Cosas Imposibles'


Tem muitos filmes interessantes escondidos no catálogo da Prime Video. Cosas Imposibles é um deles. Passando por fragmentos de uma construção da solidão, as marcas de um passado que atingem o presente conhecemos dois personagens, completamente opostos que embarcam em uma jornada da vida real e suas descobertas. 


Na trama conhecemos Matilde (Nora Velázquez) uma mulher mais velha que recentemente ficou viúva. Sem conseguir se desprender de lembranças ruins e precisando procurar emprego pra sobreviver, acaba se aproximando de Miguel (Benny Emmanuel), um jovem que está num caminho sem direção. Assim, encarando as consequências de atos que se somam, uma amizade nasce e traz muitas lições.

Esse longa-metragem mexicano tem uma narrativa que vai conquistando aos poucos. Tudo é pincelado preenchendo contexto, então paciência até as reflexões aparecerem. E elas chegam! Um encontro de dois mundos que vivem no mesmo lugar esbarra no escapar da realidade, no deixar para trás o que já era cinza. Tudo isso é contado de forma poética mas sem nunca deixar de se aproximar das muitas realidades por aí.

As camadas dos personagens se desenvolvem dentro da arte do redescobrir-se. Atormentada, com um transtorno psicológico constante convivendo com alucinações, Matilde chega aí fundo do poço. Miguel busca sobreviver através dos atos errados, do que é fácil, traficante sem direção possui um segredo que acaba sendo o trampolim para novos olhares. A amizade, ponto fundamental da vida em sociedade, é o fim do túnel que aos poucos vai se preenchendo com esperança de dias melhores. 

Cosas Imposibles e sua delicadeza ao mostrar recortes de nossa sociedade brinda o público com uma história forte mas que encontra os lapsos de um renovar. 



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