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Crítica do filme: 'Querida Zoe'


A tristeza do antes e o conseguir lidar com o depois. Lá em 2022 chegava em alguns cinemas pelo mundo um filme que possui no tripé: culpa, luto e tragédia elementos que andam acoplados num mesmo presente. A representação disso tudo chega numa desconstrução de uma jovem que se vê patinando nas referências que possui. Querida Zoe, adaptação de um livro homônimo escrito pelo romancista norte-americano Philip Beard, basicamente pode ser definido como um drama que nos leva até a história de um alguém que se vê num céu nublado sem saber como sair dele.

Na trama conhecemos Tess (Sadie Sink) uma jovem que passa por um momento difícil após uma tragédia e se distanciar da mãe Elly (Jessica Capshaw). Sem saber o que fazer, resolve ir morar com o pai Nick (Theo Rossi) por um tempo e nesse período busca entender a vida sob novas perspectivas. Ao longo da história vamos entendendo melhor alguns porquês dos conflitos da personagem.

Como uma espécie de ‘grito de socorro’ Tess é levada até outra realidade, a do pai, um homem amoroso mas perdido no lado profissional. Aqui o roteiro abre camadas para uma desconstrução através do olhar pelo outro. Entram em cena: um vizinho com problemas, a mãe presa ao luto, um padastro em crise emocional. Como tudo passa pelo ponto de vista da protagonista a história se enrosca na melancolia desabrochando de forma lenta mas com reflexões.    

Problemas todo mundo tem mas só quem sente sabe os abalos que podem causar uma dor. Buscando uma ampla análise sobre o tripé mencionado no primeiro parágrafo, a narrativa se embola um pouco querendo seguir algumas vertentes que dão voltas em torno das relações familiares. Com essa visão geral, o sentimento de dor moral associado a culpa parece a estrada mais sólida para entendermos o quebra-cabeça emocional que passa a protagonista. Querida Zoe mesmo com seus quebra-molas não deixa de ser um interessante retrato sobre respostas quando nada mais faz sentido.


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