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Crítica do filme: 'Com Você no Futuro'


Já olhou nos olhos de alguém e sentiu uma conexão? As fitas cassetes de outrora, os momentos que ficam guardados e nunca mais esquecidos são alguns dos elementos que envolvem o novo filme da Prime Video Com Você no Futuro, romance dramático camuflado de fantasia ingênua guiada por uma trilha sonora de uma das bandas mexicanas mais famosas de todos os tempos, Maná. Pena que a narrativa sonolenta nos leva para uma jornada convencional e pouco atrativa.

Carlos (Michel Brown) e Elena (Sandra Echeverría), antes muito apaixonados, hoje vivem as tristezas de um divórcio. Certo dia, ele um advogado estressado e ela uma musicista, se deparam com uma situação inusitada, uma pessoa que diz ser o cupido (Mauricio Barrientos) entrega a eles uma chance de reviver sua história de amor numa volta ao passado no ponto onde tudo começou. Assim, guiados pelas músicas do famoso grupo musical mexicano embarcarão em dilemas e reflexões sobre a relação.

Não sei vocês mas eu adoro a banda mexicana Maná. E por esse motivo, fui conferir esse filme. Talvez fosse melhor escutar as canções pelo Spotify. Reunindo uma série de fantasias e realidades distantes para abordar a relação a dois, o longa-metragem escrito e dirigido pelo cineasta mexicano Roberto Girault é um show de desencontros em duas épocas. Com o alvo mirado nas reflexões sobre casais em crise – algo que representa de alguma forma a maturidade - o tiro que não sai pela culatra, se tornando um show pelos deslizes da imaturidade.

Seguindo uma fórmula de bolo batida de muitas comédias românticas, pegando o passado como uma forma de mudanças de um presente estagnado, o roteiro - apoiado num confronto com o começo de um fim - costura os arcos dramáticos de forma corrida, não aproveitando personagens e principalmente o contexto temporal como uma ferramenta para preencher lacunas de uma relação. Nesse passatempo ingênuo, o previsível é algo constante nos 90 minutos de projeção.  


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