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Crítica do filme: 'História de Amor em Copenhague'


A poesia de um roteiro sensível e cheio de significados encontrando as verdades de muitas realidades é um pouco do que explica o surpreendente filme dinamarquês História de Amor em Copenhague. Ao longo de um recorte na vida de uma mulher vivendo as expectativas de realizar o sonho de ser mãe e os atritos de um relacionamento com altos e baixos, o longa-metragem dirigido por Ditte Hansen e Louise Mieritz consegue, em seus 105 minutos de projeção, emocionar do início ao fim.

Mia (Rosalinde Mynster) é um escritora de sucesso que vive seus dias em total descontrole, adepta das relações constantes e descartáveis. Tudo muda em sua vida quando conhece Emil (Joachim Fjelstrup), um solteiro, pai de dois filhos. Os dois logo se apaixonam e começam a viver o desejo de ter um filho juntos. Mas esse processo colocará à prova todo o amor que sentem um pelo outro.

É muito fácil dizer que o amor vence qualquer barreira, esse geralmente é o discurso de muitas produções que se acomodam numa narrativa simplória sem muitas pretensões. Mas nesse longa-metragem não é o ocorre. De corpo e alma, os personagens nos levam para uma gangorra de emoções com uma profundidade tocante que ainda por cima consegue passar bem longe de clichês. A direção opta por uma riqueza de detalhes buscando sentido na explosão de sentimentos, no íntimo de corações em conflito.

Partindo do início de uma história de amor chegamos num clímax bem construído onde um desejo acaba sendo a turbulência por conta de tudo que está envolvido. A razão e a emoção se chocam sob a ótica de uma protagonista que se encontra na vulnerabilidade do entender o momento em que vive com a consequência de lidar com o que estão ao seu redor. A liberdade e as responsabilidades encontram a crise existencial atingindo uma angústia vista até a última gota.  

Trazendo essas verdades para um contexto entre duas pessoas fadadas a andarem juntas – na lógica do grande amor - onde o cotidiano nos mostra que os quebra-molas são inúmeros e as barreiras aparecem quase sempre, História de Amor em Copenhague vai fisgar muitos olhares dentro de sua subjetividade e nas lições que deixa em todo seu caminho. Lindo filme!

 

 

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