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Crítica do filme: 'Will & Harper'


Um reencontro aguardado, uma viagem emocionante, um filme com mensagens lindas tendo a amizade como força. Chegou ao catálogo da Netflix um documentário interessantíssimo, que poderia muito bem ser um dos indicados ao Oscar. Rodado em 16 dias pelas estradas norte-americanas nos mostra uma viagem de carro para relembrar uma amizade quando Will Ferrell fica sabendo que Harper se assumiu como uma mulher trans.

No mesmo dia que o astro de Hollywood Will Ferrell foi contratado para o famoso programa de comédia Saturday Night Live, uma outra pessoa assinava um contrato como roteirista, Andrew Steele. Logo, uma forte amizade nasce que acaba também virando reflexo dos ótimos textos do show humorístico famoso em todo o mundo. Durante a pandemia, Will recebe um e-mail onde seu amigo de longa data lhe conta uma novidade.

As dúvidas e perguntas de ambas as partes fazem parte dos humorados bate papos.  Começando por Nova York, pelos estúdios do programa que fizeram durante anos, passando por um jogo de basquete do time de Indiana, a dupla relembra boas e velhas histórias. Mas, principalmente no sul dos Estados Unidos, o preconceito se mostra presente em alguns lugares que visitam colocando a dupla em situações de reflexões. Os medos e curiosidades se misturam em uma narrativa que atravessa a cultura da sociedade norte-americana.

Encontrando amigos pelo caminho, conhecendo pessoas novas a cada parada, os 27 anos de amizade vão se atualizando e assim vai se construindo um filme comovente com vários momentos marcantes. Lembranças se mostram presente, e longe das temporadas de incertezas que Harper viveu em grande parte da vida, atravessa com maturidade os desabafos sobre o transicionar e o se sentir aceita por família, amigos e amigas.

Dirigido por Josh Greenbaum esse é um filme sobre memórias, aceitação e os reflexos no presente. Nessa jornada encantadora, além de um fortalecimento do que é amizade, o público ganha uma história linda sobre as redescobertas no viver.


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