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Crítica do filme: 'Kick-Ass 2'

Repleto de cenas de ação, muita violência e diálogos hilários voltam as telonas os super-heróis que mais falam palavrão no mundo do cinema. Dessa vez dirigidos pelo pouco conhecido cineasta norte americano Jeff Wadlow ( Quebrando Regras ), Kick- Ass (Aaron Taylor-Johnson) e companhia enfrentam novos desafios quando precisam enfrentar a normalidade do cotidiano estudantil. Uma das boas sacadas do filme foi dividir o protagonismo. Desta vez, Hit Girl (Chloë Grace Moretz) tem um grande destaque, aparece mais velha e enfrentando conflitos pessoais para seguir em frente na carreira de super heroína. A guerra contra o crime continua mas o dia a dia na escola também. Com a morte de Big Daddy (Nicolas Cage ) no primeiro filme, Hit Girl passa a ser educada pelo detetive Marcus Williams (Morris Chestnut) e precisa cumprir certas regras básicas nunca antes obedecidas. Assim, aos poucos, resolve não enfrentar mais o crime pelas ruas. Sem ninguém a quem recorrer, Kick-Ass  se junta a uma...

Crítica do filme: 'Cabaré Biblioteca Pascoal'

E vem da Hungria – possivelmente – o filme mais esquisito do ano, Cabaré Biblicoteca Pascoal . Estranho em muitos sentidos, o trabalho do diretor Szabolcs Hajdu não é uma experiência fácil de entender, se o cinéfilo conseguir envolver-se emocionalmente a uma das inúmeras subtramas que compõe o trabalho, sairá da sala de exibição com a sensação gostosa de ter sido cobaia de uma experiência única dentro da sala de cinema. Ao longo dos 111 minutos de muitas metáforas e sonhos, somos guiados para a história por uma cigana chamada Mona (Orsolya Török-Illyés) que vive nas ruas da Hungria ganhando a vida como artista. Logo do início da trama, ela vai precisar convencer um assistente social de que pode ser uma mãe responsável e assim recuperar a guarda de sua filha. Para isso, a bela persoagem irá contar histórias fantásticas que ultrapassam as fronteiras da realidade, construindo um mundo de sonhos e ilusões para tentar amenizar a dor que sofreu ao longo do tempo. Assim, começa a viage...

Crítica do filme: 'Eu, Anna'

Baseado no best seller internacional de Elsa Lewin, chegou aos cinemas na última sexta-feira (13) o thriller Eu, Anna . Nesse primeiro longa metragem do diretor britânico Barnaby Southcombe somos jogados em uma trama misteriosa onde o jovem cineasta tenta criar elementos surpreendentes a todo instante o que acaba provocando uma lentidão exagerada na narrativa cinematográfica. O ponto positivo fica para a atuação impecável da experiente britânica Charlotte Rampling ( Melancolia ). Durante os 93 minutos de fita frequentamos a vida misteriosa de Anna Welles (Rampling)que após passar por um doloroso divórcio se envolve com o desiludido inspetor chefe Bernie Reid (Gabriel Byrne) que investiga um caso de assassinato. Aos poucos vamos descobrindo os segredos desta mulher de meia idade que possui um relacionamento conturbado com sua própria mente, além de estar ligada a uma série de acontecimentos estranhos que ocorreram na cidade nos últimos dias. Como todo filme de suspense, a tri...

Crítica do filme: 'Elysium'

Rodado no México e no Canadá, chega aos nossos cinemas na próxima sexta-feira (20) o mais novo trabalho da dupla de brasileiros Alice Braga e Wagner Moura, Elysium .  Muito bem contextualizado e tendendo mais ao lado da ação do que o da conscientização, o diretor do excelente Distrito 9 , Neill Blomkamp, tenta criar um universo sci-fi com muitas referências a nossa sociedade de hoje deixando a desejar apenas em seu roteiro tremendamente superficial. A ficção científica comandada por Blomkamp é ambientada em um futuro próximo onde os humanos se dividem em dois lares: a terra que conhecemos hoje - onde ficam os mais pobres - e Elysium, uma espécie de estação espacial onde moram os ricos que não morrem e se curam de todas as doenças. O eterno Jason Bourne, Matt Damon ( Compramos um Zoólogico ), vive Max da Costa um famoso ladrão de carros que após um acidente na fábrica em que trabalha, ganha uma armadura (impossível não fazer uma analogia à Robocop) e vai em busca de sua cura ...

Alice Braga e Wagner Moura falam sobre o sci-fi Elysium

Em 2011, o diretor sul-africano Neill Blomkamp ( Distrito 9 ) assistiu ao filme Tropa de Elite e ficou entusiasmado com o personagem Capitão Nascimento, interpretado pelo ator brasileiro Wagner Moura ( A Busca ). Assim, logo após assistir ao trabalho de José Padilha ( Robocop ), pegou o telefone e ligou para os agentes de Moura nos Estados Unidos o convidando para seu novo projeto – que chega aos nossos cinemas no dia 20 de setembro – Elysium . Para falar sobre o projeto, a imprensa carioca foi convocada para conversar com os atores Wagner Moura e Alice Braga em um hotel na orla carioca. O Núcleo do Cinema teve acesso e bateu um papo descontraído com os artistas brasileiros. Elysium, Tropa de Elite e Distrito 9 são filmes populares e com conteúdo político. Nesse novo trabalho do diretor de Distrito 9 , abre-se argumentações para imigração, segurança pública, saúde e desigualdade social inserido em um contexto de um filme pipoca. “ Cada vez mais eu fico interessado em fazer pa...

Crítica do filme: 'Repare Bem'

Eleito como melhor filme estrangeiro do último Festival de Gramado, o documentário Repare Bem - oitavo trabalho como diretora da atriz mais brasileira de Portugal, Maria de Medeiros ( O Xangô de Baker Street ) – empurra o público para dentro de um debate inteligentes sobre  mudanças repentinas de governo forçadas, narradas pelos olhos e memórias de quem viveu assiduamente essa época terrível que atingiu governos sul-americanos em décadas passadas. De maneira delicada e muito real, a luta contra a ditadura mais uma vez é apresentada nas telonas em forma de documentário. O ótimo trabalho de Medeiros conta a história de uma família que por meio de depoimentos vívidos relembram os duros tempos da ditadura brasileira e chilena. Assim, conhecemos a história de Eduardo Crispim, o Bacuri, militante durante a ditadura militar no Brasil. Os relatos são emocionantes e detalhistas. As histórias de terror contadas através dos abusos da polícia nos tempos da ditadura ganham contornos po...

Crítica do filme: 'Esse Amor que nos Consome'

Dirigido pelo cineasta Allna Ribeiro, o drama cheio de esperança Esse Amor que nos Consome não é só um filme, é uma experiência. Talvez, por este fato, possa não ser bem recebido pelo público cinéfilo. Há uma certa falta de ritmo propositalmente inserida nas sequências que fala sobre a vida em forma de poesia. No mundo dos sonhadores encontramos os protagonistas, seus  desejos de realização são escancarados na telona e ganham grande destaque ao longo do projeto em forma de metáforas e movimentos corporais. Na trama, acompanhamos os coreógrafos Gatto Larsen e Rubens Barbot. Companheiros de vida há mais de 40 anos. Juntos resolvem se instalar em uma grande casa abandonada no centro do Rio de Janeiro. Para alimentar seus desejos e sonhos, passam a viver e ensaiar com sua companhia de dança – formada por jovens talentos da dança que enfrentam a dificuldade da falta de patrocínio. A luta cotidiana mistura-se à luta contra mosquitos que tocam violinos em suas orelhas. Por mais...