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Crítica do filme: 'Cássia Eller'

Os discos jogados num quarto repleto de quadros e violões, ah... e aquele allstar azul ao lado do de cano alto. Como um furacão de emoções, dramas e muita verdade, que promete emocionar a todos, chega aos cinemas brasileiros nesta semana o espetacular documentário Cássia Eller. Dirigido pelo excelente diretor Paulo Henrique Fontenelle, que a cada novo projeto vem brindando os cinéfilos com trabalhos fabulosos (como foi em Dossiê Jango ), tentamos decifrar os segredos e a timidez de uma artista que marcou seu nome na história não só pela música mas nas conquistas importantes que conquistou, também quando se foi. O filme é pura emoção e bate aquela vontade de bater palmas de pé quando já emocionados vemos as letrinhas dos créditos subirem. Nesse projeto 100% nacional, acompanhamos em pouco mais de 110 minutos de fita, toda a história que cercou o nascimento de uma lenda da música popular brasileira. Filha de um paraquedista e uma dona de casa, Cássia usava a música como uma intens...

Crítica do filme 'Respire (Respira)'

A paixão é um caminho ou um obstáculo à liberdade? Depois de adentrar Hollywood sendo musa do grande filme de Tarantino, Bastardos Inglórios, Mélanie Laurent se joga de vez no mundo da direção cinematográfica e continua mostrando seu talento, dessa vez, atrás das câmeras. Respire (Respira) , baseado no romance da autora francesa Anne-Sophie Brasme, é um soco no estômago para quem ainda acha que a adolescência é uma fase qualquer de nossas vidas. Percorrendo Nietzsche e as razões do excesso, esse longa-metragem francês possui um clima tenso desde o primeiro minuto e um arrebatador desfecho. Na trama, somos rapidamente apresentados a inteligente Charlie (Joséphine Japy), uma jovem de 17 anos que possui uma vida tranquila na escola ao lado dos amigos mas vive atormentada pela relação de amor e ódio entre seus pais. Certo dia, uma jovem chamada Sarah (Lou de Laâge) chega a escola de Charlie e logo as duas viram amigas.  Sarah é animada, cheia de histórias pra contar, sua vida p...

Crítica do filme: 'O Amor é Estranho'

Aceitar um momento difícil é o começo para superá-lo. Após emocionar os cinéfilos com o maravilhoso Deixe a Luz Acesa (2012) , o diretor norte-americano Ira Sachs volta a falar sobre relacionamentos conturbados, na sensível e muito honesta fita O Amor é Estranho . Com uma dupla de protagonista pra lá de competentes e uma Marisa Tomei inspirada, como coadjuvante, o filme vai se moldando nos belos diálogos e difíceis decisões que os personagens principais vão enfrentando ao longo dos singelos 94 minutos de projeção. Na trama, assinada pelo próprio diretor e Mauricio Zacharias, acompanhamos o casal Ben (John Lithgow) e George (Alfred Molina) que após décadas juntos, decidem oficializar sua união, fato que gera muitos problemas no trabalho de George e assim ambos acabam entrando em uma crise financeira. Após terem que vender a casa onde sempre moraram, contam com a ajuda de familiares, vizinhos e amigos para voltarem a ficar juntos. Pedras no caminho? Obstáculos da vida? Preconc...

Crítica do filme: 'Hector and the Search for Happiness (Hector e a Busca pela Felicidade)'

Evitar a tristeza não é a forma certa de encontrar a felicidade. Baseado no livro Le voyage d'Hector ou la recherche de bonheur do autor francês François Lelord, Hector and the Search for Happiness (Hector e a Busca pela Felicidade) é um filme muito honesto que mexe com a emoção do público com suas inúmeras lições na prática sobre a arte da felicidade. O longa metragem é dirigido pelo britânico Peter Chelsom, que em seu último trabalho dirigiu o filme Hannah Montana: O Filme .  Mas não se assustem! (Rs) Chelsom conduz com trivialidade e maestria essa história que vai emocionar a muitas pessoas.  Podemos considerar esse trabalho como uma espécie de Walter Mitty Britânico. Na trama, somos apresentados a Hector (Simon Pegg), um psiquiatra que vive uma vida monótona ao lado de sua namorada Clara (Rosemund Pike). Após uma sessão com uma paciente pra lá de esquisita, o protagonista desperta para seus sentimentos e emoções, embarcando em uma jornada de auto descoberta, à proc...

Crítica do filme: 'Caminhos da Floresta'

Depois dos chatíssimos Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas (2011) e Nine (2009), o diretor indicado ao Oscar pelo espetacular Chicago , Rob Marshall volta as telonas para apresentar seu mais novo musical Caminhos da Floresta . Com a Pelé das atrizes no elenco (Meryl Streep), Marshall tenta recriar no cinema um sucesso do teatro, uma história que é uma releitura de várias histórias infantis, porém, o roteiro peca demais na hora de tentar encontrar um clímax que nunca chega. Com longos números musicais, cansativos 125 minutos de projeção e uma história que deixa muito a desejar (pelo menos da maneira como foi contada no cinema), Caminhos da Floresta é o mais novo Titanic de Hollywood. Na trama, acompanhamos a vida de um casal, interpretados por Emily Blunt e James Corden, que sonham em ter filhos. Certo dia, descobrem que possuem uma maldição executada por uma vizinha bruxa (Meryl Streep). Para acabar com esse feitiço, precisam reunir uma série de estranhos element...

Crítica do filme: 'Someone You love (En du elsker)'

Tenha piedade da minha alma, estou aqui para corresponder ao seu amor. A cineasta dinamarquesa Pernille Fischer Christensen (tão competente quanto Bier) volta ao mundo mágico do cinema para falar sobre a angústia de um homem em busca de uma redenção após uma vida inteira de amargura. Someone You love (En du elsker) , é aquele tipo de filme que deixa o espectador com o coração apertado, esperando atentamente a próxima cena. A trilha sonora é algo mágico, entra em nossos ouvidos com uma leveza que chega a arrepiar. O cinema dinamarquês é assim mesmo, possui em sua essência, uma eterna arte de decifrar a profundidade dos relacionamentos mais complexos. Na trama, conhecemos Thomas Jacob (Mikael Persbrandt), um músico muito famoso que faz grande sucesso nos Estados Unidos. Afim de gravar um novo álbum, resolve voltar para a sua Pátria, a Dinamarca. Lá se vê totalmente envolvio com seu passado quando ressurge em sua vida a única filha que tem, e para sua surpresa descobre que tem um n...

Crítica do filme: 'Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo'

Após os ótimos trabalhos como diretor dos filmes Capote e O Homem Que Mudou o Jogo , e mantendo-se na linha das histórias verídicas, o cineasta nova iorquino Bennett Miller resolve contar uma história que chocou a nação americana. Foxcatcher - Uma História que Chocou o Mundo é um filme que demora para decolar, é como se um avião percorresse toda uma pista de aeroporto sem conseguir levantar voo. Com atuações abaixo do esperado e um roteiro que deixa muito a desejar, o filme se torna maçante ao longo dos intermináveis 129 minutos de projeção. Na trama, somos apresentados a uma história real que chocou os Estados Unidos anos atrás. Mark Schultz, campeão mundial de luta greco-romana, vive em sua rotina difícil entre treinos com o irmão David (Mark Ruffalo) e um pacato e nada esperançoso cotidiano quando chega em sua modesta casa. Sem incentivo para seguir lutando, Mark estava a beira do desespero quando um dia, um milionário nada normal chamado John Du Pont (Steve Carrell) oferec...