Pular para o conteúdo principal

Postagens

Crítica do filme: 'Me Chame Pelo Seu Nome'

Se você fosse uma música seria as melhores notas. Baseado no livro homônimo, do autor André Aciman, Me Chame Pelo Seu Nome é um daqueles filmes emblemáticos que nos leva a década de 80, na belíssima riviera italiana e nos mostra em fragmentos poéticos todas as belezas da descoberta do amor na visão de um jovem inteligente e apaixonado. Dirigido pelo cineasta italiano Luca Guadagnino ( Um Sonho de Amor ) e com um elenco inspirado, podemos afirmar que poucas vezes nos últimos tempos assistimos uma obra tão delicada e profunda sobre o que com certeza é o amor. Vai estar, com toda certeza, indicado em muitas categorias do próximo Oscar. Na trama, ambientada no início da década de 80 em algum lugar belíssimo do norte da Itália, conhecemos o jovem e inteligente Elio (Timothée Chalamet), que está passando férias na enorme casa que a família possui na Riviera italiana. Elio está na fase das descobertas, tem amigos mas prefere os livros, a música e uma calma solidão. Certo dia durante a...

Crítica do filme: 'Tom of Finland'

Arte do amar. Biografia de um dos mais influentes artistas do cenário homossexual de todos os tempos, Tom of Finland é um retrato delicado, envolvente e tocante de um homem que lutou contra o preconceito em uma Finlândia que caçava e proibia o homossexualismo. Encontrou em sua arte uma maneira de ajudar outros que vivem o mesmo drama e assim inspirou uma geração com uma obra que virou eterna. Dirigido por Dome Karukoski o filme é uma jornada de emoções, um grande tapa na cara do preconceito. Na trama, conhecemos o até então tenente do exército finlandês Touko Laaksonen que mais tarde se tornara um dos mais icônicos artistas homossexuais do século XX. O filme conta a trajetória de Tom desde os tempos em que foi Tenente finlandês na Segunda Guerra Mundial, seu relacionamento cheio de tensão com sua irmã, seus intensos (alguns escondidos) relacionamentos sexuais amorosos e o gosto pela arte com parte de sua obra voltada ao público gay que conquistou uma legião de fãs, principalmen...

Crítica do filme: 'Chocante'

Colocando a nostalgia na ponta da chuteira, os cineastas Johnny Araújo e Gustavo Bonafé nos fazem voltar aos tempos das boy bands de décadas passadas. Dominó? N’Sync? Backstreet Boys? Não! Chocante !  Abrindo as cortinas do passado, em formato de sátira ou algo parecido, o projeto explora o antes e depois de jovens com o mundo em suas mãos que de repente precisam seguir por caminhos diferentes após uma briga ao vivo no programa do Gugu (sim, isso mesmo). As pitadas cômicas, que contornam os 94 minutos de fita, se restringem a tentativas de destaques individuais, pouco explorando o conjunto. Do segundo arco em diante parece que nada funciona, além de decepcionar com um desfecho pra lá de pouco inspirado. Na trama, acompanhamos Téo (Bruno Mazzeo), Tim (Lúcio Mauro Filho), Clay (Marcus Majella) e Tony (Bruno Garcia), amigos já na faixa dos quarenta anos, que vinte anos atrás fizeram grande sucesso como integrantes de uma banda chamada Chocante. Após o quinto integrante, Tarcisi...

Crítica do filme: 'Churchill'

A vida dá lições que só se dão uma vez. Dirigido pelo cineasta Jonathan Teplitzky ( Uma Longa Viagem ) e com roteiro assinado por Alex von Tunzelmann (seu primeiro trabalho em longa metragem) Churchil l é mais um filme que aborda parte da biografia marcante do ex-primeiro ministro britânico Winston Churchill. Brian Cox, que precisou ganhar dez quilos para viver o protagonista, tem atuação bastante competente na pele desse complexo, intrigante e forte personagem da história mundial. Na trama, ambientada em junho de 1944, cerca de 96 horas antes da invasão da Normandia, onde os aliados tentam retomar parte importante da Europa invadida pelos nazistas, o famoso primeiro-ministro britânico, Winston Churchill (Brian Cox) dono de discursos inflamáveis e contagiantes tenta ser ouvido pelo alto comando dos aliados em meio a decisões importantes da segunda grande guerra. O filme também explora uma boa brecha do relacionamento em dificuldades com sua esposa Clemmie (Miranda Richardson) qu...

Crítica do filme: 'O Livro de Henry '

Uma mãe compreende até o que os filhos não dizem. Dirigido pelo cineasta californiano Colin Trevorrow (diretor de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros e um dos co-roteiristas de Star Wars: Episode IX , que deve ser lançado em 2019), The Book of Henry , ainda sem tradução no Brasil, em sua essência, é um drama bem profundo com contornos de filme policial. O roteiro possui umas viradas surpreendentes, parece ir em uma direção e de repente algo acontece e muda sua trajetória, até a maneira de enxergarmos os personagens. Pela web, lemos diversas sinopses sobre o filme mas nenhuma parece ser a que mais se aproxima sobre o que realmente é essa história. Há muitas surpresas e um acontecimento marcante que muda os rumos dessa interessante história. Na trama, conhecemos Henry (Jaeden Lieberher, do ótimo Midnight Special ) um jovem de 11 anos com a mente brilhante e genial que passa seus dias entre a escola e o convívio carinhoso com sua mãe Susan (Naomi Watts) e seu irmão mais novo Pe...

Crítica do filme: 'A Vida em Espera'

Baseado em um conto homônimo, escrito por  E.L. Doctorow, publicado na revista New Yorker, Wakefield é um drama bastante peculiar que aborda a trajetória de um homem que literalmente cansa da mesmice de sua rotina. O filme basicamente é um monólogo do protagonista, interpretado por Bryan Cranston, com várias perguntas ao vento enquanto percorremos lembranças perdidas do personagem. Essa fábula da depressão pós moderna, possui um roteiro interessante mesmo que algumas vezes confuso. Na trama, conhecemos um advogado de classe média alta chamado Howard Wakefield (Bryan Cranston), casado há 14 anos com a bela Diana (Jennifer Garner) e pai de duas gêmeas adolescentes. Um dia, após uma catastrófica volta pra casa em meio ao seu bairro completamente sem luz, ele praticamente sofre um colapso emocional/nervoso e resolve passar a noite em um lugar onde ninguém o procuraria: o porão de sua casa. Quando ele acorda, decide continuar o plano e assim passa semanas vivendo na escassez de c...

Crítica do filme: 'Planeta dos Macacos: A Guerra'

A inumanidade que se causa a um outro, destrói a humanidade em nós. Depois de dois bons longas anteriores dessa trilogia (que tem uma linha de tempo diferente da história protagonizada por Charlton Heston no final da década de 60) repleta de ação e aprendizado sobre a humanidade, Matt Reeves ( Cloverfield ), cineasta nova iorquino responsável também pelo próximo filme do Batman que está em pré produção atualmente, volta para trás das câmeras, após dirigir o anterior da franquia, e com muita competência realiza um trabalho quase impecável no bom filme Planeta dos Macacos: A Guerra. Livremente baseado no livro La Planète des Singes, de Pierre Boulle, voltamos a encontrar o inteligente Cesar, brilhantemente interpretado pelo genial Andy Serkis (que merece uma indicação ao Oscar faz tempo). Na trama, ambientada tempos depois das histórias dos longas anteriores, um exército de soldados sedentos por sangue e liderados por um louco e impiedoso coronel (Woody Harrelson) está a caça de C...