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Crítica do filme: 'Fala Sério, Mãe!'

Falar sobre as relações entre mães e filhos nunca é fácil, e sempre é, de cada forma diferente, uma maneira singela e emocionante de chegarmos a uma auto reflexão sobre nossas vidas. Um dos grandes méritos dessa surpreendente produção nacional, Fala Sério, Mãe! , baseado em um livro, homônimo, de sucesso da conhecida escritora Thalita Rebouças, é conseguir por meio de cenas simples e uma atuação muito competente de Ingrid Guimarães passar toda uma emoção refletindo o cotidiano de muitas famílias. Lançado nos cinemas meses atrás, a produção foi um grande sucesso, com todo o merecimento. Na trama, conhecemos em um período de cerca de 18 anos a vida de Ângela (Ingrid Guimarães) que no início acaba de ser mãe de sua primeira filha, Malu (Larissa Manoela) e se encontra apavorada pelas emoções provocadas pela chegada da primeira filha. Depois, o longa-metragem mostra rapidamente o crescimento de Malu e todas as situações de alegria e tristeza que vão entrar na vida de mãe e filha. ...

Crítica do filme: 'Conspiração Terrorista'

Sabe aquele filme que quando começa você sente que já viu? Conspiração Terrorista , uma das dezenas produções que a Netflix vem lançando aos longo dos últimos meses, talvez seja o mais fraco dessa safra. Dirigido pelo cineasta britânico Michael Apted (dos ótimos Enigma e Nell ), o projeto encalha em um roteiro cheio de clichês, com personagens pouco inspirados e um ritmo que não consegue o equilíbrio, frustrando qualquer tentativa de interação com o público. A produção conta com o sumido Orlando Bloom (em mais um papel imperceptível em sua carreira), Noomi Rapace como a protagonista e Michael Douglas como um dos coadjuvantes. Na trama, conhecemos uma quase ex-agente da CIA chamada Alice (Noomi Rapace) que acabou sendo colocada na geladeira pela agência por conta de problemas em uma operação no passado. Especializada em interrogatórios, acaba sendo envolvida em uma operação em Londres quando é contatada por um grupo que se disfarça de agentes da CIA. Assim, precisa correr contr...

Crítica do filme: 'Ícaro'

Vencedor do primeiro prêmio conquistado por uma produção da Netflix no Oscar, o excelente documentário Ícaro traz a tona um caso que afeta de maneira geral a integridade de órgãos de proteção ao doping pelo mundo. Dirigido pelo ciclista amador Bryan Fogel, o projeto é um grande experimento sobre o uso de substâncias proibidas em grandes eventos esportivos, principalmente, o maior de todos eles, as olimpíadas. Na trama, acompanhamos a trajetória de Bryan Fogel, um amante do ciclismo, fã (ou ex-fã) de Lance Armstrong que resolve investigar por si mesmo um dos casos mais elaborados de doping da história, ocorrido na Rússia. Assim, consegue o contato do bioquímico Grigory Rodchenkov, um dos chefes do controle russo de doping. Assim, assistimos por meio de declarações polêmicas e muitas provas apresentadas que o programa russo usava drogas desde da década de 60 para melhorar o desempenho dos seus atletas, e o pior de tudo, sempre com o aval do presidente, Vladimir Putin. De um ...

Crítica do filme: 'Sem Perdão' (Shot Caller)

O caminho sem volta, o eterno dilema entre a responsabilidade e suas consequências. Novo no excelente catálogo do Netflix, o drama Sem Perdão , que absurdamente não passou na janela cinema aqui no Brasil, é um daqueles preciosos achados. Dirigido cineasta californiano Ric Roman Waugh (do interessante O Acordo (2013)), o longa-metragem é pura adrenalina, com cenas intensas e muito bem captadas. As atuações são excelentes, principalmente do protagonista, o Jaime Lannister do aclamado seriado da HBO Game of Thrones , o ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau . Na trama, conhecemos o consultor de imóveis Jacob (Nikolaj Coster-Waldau) que após uma noite de comemoração com sua esposa e um casal de amigos acaba avançando o sinal vermelho, causando um acidente com mortes. Chegando na prisão de segurança máxima, percebe que precisa se impor para sobreviver nesse ambiente hostil. Assim, aos poucos, acaba se transformando no violento Money, um dos cabeças de um grupo violento. O dra...

Crítica do filme: 'Maria Madalena'

Uma das figuras bíblicas mais misteriosas de todos os tempos é apresentada ao público dentro de uma forte narrativa, com argumentos bem embasados, delicadas e bem produzidas cenas, com legendas de explicações antes e no final da projeção, batendo o martelo para mais uma versão sobre Maria Madalena. A responsabilidade da direção fica a cargo do cineasta australiano Garth Davis (do melodramático Lion: Uma Jornada Para Casa ) que impõe sua direção e ritmo elevando sequências de emoções mas caindo de repente com momentos de grande sonolência. No papel principal, a jovem mas experiente Rooney Mara, em um papel muito diferente da Lisbeth Salander de Fincher. Na trama, escrita por Helen Edmundson e Philippa Goslett, conhecemos Maria Madalena (Rooney Mara) uma jovem por volta dos 20 anos que mora em um vilarejo de pescadores chamado Magdala. Maria não vive feliz, e luta contra sua família porque não quer se casar. Beirando a depressão e perdendo a vontade de viver, fica sabendo de prega...

Crítica do filme: 'A Número Um'

A força está nos argumentos, nos fatos. Com uma atuação destacada da excelente atriz francesa Emmanuelle Devos (indicada ao Goya desse ano e vencedora do Lumiere Awards 2018), A Número Um faz uma espécie de investigação sobre os preconceitos sofridos pelas mulheres no mercado de trabalho, assim, com um eficaz aspirador da ética navega por situações onde o conflito do poder se mostra como uma grande fraqueza em um mundo desenvolvido como o que vivemos hoje.   Dirigido pela cineasta francesa Tonie Marshall, roteirista do recente Sexo, Amor e Terapia, A Número Um é um filme importante e merece nossa atenção. Na trama, conhecemos a determinada e de personalidade forte Emmanuelle (Emmanuelle Devos), uma executiva de uma grande empresa que após enfim ser reconhecida por todo o trabalho feito até então,   recebe a oferta de se tornar a primeira presidente da multinacional. Logo após receber essa oportunidade, percebe que será uma chance repleta de desafios, pois se aceitar ...

Crítica do filme: 'A Livraria'

Ganhador do prestigiado prêmio Goya desse ano, o longa-metragem A Livraria , novo trabalho da renomada cineasta Isabel Coixet , é um singelo retrato sobre o mundo da literatura e tudo o que gira ao seu redor quando pensamento em sociedade em uma Europa repleta de transformações no final da década de 50. Baseado no aclamado romance homônimo de Penelope Fitzgerald , o projeto dá luz a força feminina em uma época repleta de tensões movidas por interesses. Na trama, acompanhamos a saga de uma viúva bastante inteligente chamada Florence ( Emily Mortimer ) que após a perda do marido, resolve empreender, arriscando tudo que possui para abrir uma livraria em uma cidade litorânea no interior de uma Inglaterra perto do início dos anos 60. Enfrentando dificuldades que nunca imaginara, com maior força por conta de interesses de forças da elite local, encabeçada pela excêntrica Violet ( Patricia Clarkson ), Florence precisará ter muita força de vontade para seu negócio dar certo e também co...