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Crítica do filme: 'Eric Clapton: Life in 12 Bars'

Um raio-x fervoroso de um mito da guitarra. Exibido no último Festival Internacional de Cinema de Toronto, Eric Clapton: Life in 12 Bars , ao longo de 135 minutos de projeção traça os caminhos que levaram o protagonista a sua excelência profissional mesmo com os obstáculos complicados de sua vida pessoal. Dirigido por Lili Fini Zanuck, o projeto nos leva à Inglaterra dos anos mágicos da cena música, onde nasceram quase que simultaneamente à Clapton, nomes como Os Beatles. Aliás, a amizade de Eric com George Harrison é um capítulo à parte dentro do filme, já que o protagonista se apaixonou perdidamente pela esposa do integrante do quarteto mágico de Liverpool. Percorrendo primeiro a Inglaterra, depois outros países da Europa, somos testemunhas do acúmulo de conhecimento que o até então jovem e tímido Eric Clapton, amante do bom e velho blues, percorre ao longo de sua formação como músico. Dono de um som original em sua guitarra caliente, Eric Clapton estourou com o grupo Cream a...

Crítica do filme: 'Aos Teus Olhos'

O tribunal da internet. Vencedor dos prêmios de Melhor Ator (Daniel Oliveira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca) e prêmio do público de Melhor Ficção no último Festival do Rio de Cinema, o longa-metragem Aos Teus Olhos apresenta uma trama recheada de simbolismos da nossa cultural de redes sociais atuais e os ‘achismos’ sobre notícias que ganham maior visibilidade, muitas vezes postadas de maneira inconsequente. Com atuações destacadas, um roteiro bastante objetivo, a produção também marca mais um belo trabalho de direção da cineasta Carolina Jabor (do ótimo Boa Sorte ). Na trama, conhecemos Rubens (Daniel de Oliveira), um professor de natação de um clube de São Paulo, bastante querido por seus alunos e pela gerente do clube Ana (Malu Galli). Certo dia, um de seus alunos faz uma reclamação aos pais contra o professor Rubens. A partir disso, os pais começam a buscar explicações e a mãe do menino vai até a internet para expor o problema. Os arcos do roteiro são muito bem ...

Crítica do filme: 'Estrelas de Cinema Nunca Morrem'

A mágica e fabulosa arte de amar. Baseado em um livro de memórias do ator Peter Turner, Estrelas de Cinema Nunca Morrem (nome pra lá de lindo) nos faz voltar ao tempo do glamour empolgante das grandes estrelas de Hollywood navegando também por meio de seus intensos dramas pessoais e suas histórias de amor. A grande homenageada, Gloria Grahame, ganhadora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filmaço Assim estava Escrito, por meio de suas aflições e conquista da carreira somos levados de volta ao início de uma era mágica. No papel principal, a quatro vezes indicada ao Oscar Annette Bening que mais uma vez apresenta ao público toda sua genialidade como artista. Na trama, voltamos décadas atrás para um grande centro do cinema mundial, a velha e boa Hollywood. Uma das artistas em evidência da época, Gloria Grahame (Annette Bening), já no terço final de sua bem vivida carreira, conhece o jovem ator Peter Turner (Jamie Bell) na Inglaterra. A relação dos dois logo se estreita e u...

Crítica do filme: 'Paterno'

Produzido especialmente para a Tv com o selo de qualidade da HBO, o trabalho da lenda Al Pacino, Paterno , explora um drama da vida real que abalou a estrutura dos esportes universitários norte-americ anos um par de décadas atrás. Ao longo dos intensos 105 minutos, vamos montando um grande quebra-cabeça através do olhar de todos que viveram perto de Paterno esse grande escândalo que até hoje gera polêmicas versões. Na trama, conhecemos o veterano e super vencedor treinador da equipe de Futebol Americano da Universidade de Penn State Joe Paterno (Al Pacino), um homem adorado por toda sua comunidade que viu seu legado desmoronar quando denúncias sobre um assédio sexual a jovens jogadores da equipe, feita por um dos integrantes de sua equipe, levaram o aclamado coach a um mar de pressão culminando em sua demissão. O filme explora com muita eficácia a visão e drama da família do protagonista sobre o ocorrido, o caos psicológico que Paterno atravessa por estar em conflito sobre ...

Crítica do filme: 'Você Nunca Esteve Realmente Aqui'

Vencedor dos prêmios de Melhor Ator (Joaquin Phoenix) e Melhor Roteiro no último Festival de Cannes, You Were Never Really Here , baseado no livro homônimo de Jonathan Ames, é uma história sobre os rumos que o destino nos coloca quando somos atormentados por traumas do passado que jamais se vão. O roteiro é excelente, nos coloca de frente às conseqüências das escolhas do protagonista de maneira violenta e brutal, fruto da profissão e marcas das batalhas que esse personagem trava todos os dias. A cineasta escocesa Lynne Ramsay volta aos cinemas com o pé direito, após o excelente Precisamos Falar Sobre o Kevin , e mais uma vez, com muita competência, apresenta um grande retrato psicológico de seu protagonista. Na trama, conhecemos um ex-militar chamado Joe (Joaquin Phoenix), traumatizado ao extremo por situações vividas em seu passado que trabalha resgatando mulheres inocentes envolvidas com o tráfico sexual. Sua rotina vai do leme ao pontal, de dia usa todo tipo de violência par...

Crítica do filme: 'Um Lugar Silencioso'

O silêncio mais apavorante dos últimos tempos quando pensamos em cinema. Depois do sonolento Família Hollar, sua primeira aventura na direção de um longa-metragem, o ator e cineasta norte-americano John Krasinski, famoso por papéis na famosa série The Office e creditado em mais de quarenta filmes ao longo da carreira, volta para trás das câmeras dessa vez para um projeto ambicioso onde trabalha elementos de ritmo e interação poucas vezes vistos em filmes de suspense/terror. Um Lugar Silencioso possui uma força gigante em seu roteiro, com uma adequada direção de Krasinski, além de vários pontos de clímax, culminando em um desfecho para lá de épico. Na trama, conhecemos uma família que se comunica pela linguagem de sinais e o espectador é surpreendido em sua ambientação, aparece um Dia X na tela. Durante os primeiros quinze minutos somos envolvidos no espaço/tempo da história, descobrindo aos poucos o porquê das ações estranhas dos personagens. Tentando reverter uma situação a...

Crítica do filme: 'Titan'

E se para sobrevivermos tivermos que evoluir como espécie para abandonarmos o nosso planeta e viver em outro lugar do sistema solar? Titan , mais uma produção sci-fi da Netflix, que conta com a estreia como diretor de longa-metragem, do cineasta alemão Lennart Ruff. A produção, baseada em uma obra de Arash Amel (que assinou os roteiros de Grace de Mônaco e Perseguição Implacável ) possui um roteiro com fortes argumentos ligados ao futuro da nossa humanidade mas que escorrega em clichês e zonas de conforto deixando as conclusões dessa história bem a quem do esperado. Com lançamento direto na rede Netflix faz poucos dias, Titan conta a história do piloto da força aérea norte americana Rick (Sam Worthington, da franquia Avatar ) que é um dos selecionados para um programa espacial com aval da Nasa e da Otan que consiste em enviar para Titã, a segunda maior lua do sistema solar, maior até do que o planeta Mercúrio, um grupo de pessoas/experimentos já que para sobreviverem em Titã ...