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Crítica do filme: 'Green Book'

Como entender o universo do preconceito com um contexto de amizade? Um dos grandes indicados ao Oscar desse ano, Green Book , chegou aos cinemas brasileiros na semana passada trazendo à luz o tema do preconceito em uma road trip repleta de descobertas e validações de afirmações em um Estados Unidos dominado pelas diferenças. Dirigido por Peter Farrelly , o projeto não se aprofunda tanto no assunto quanto deveria (e poderia), deixando soluções simples para criar um contexto harmônico mas sem deixar de trazer à discussão suas mensagens. A dupla de artistas principais dessa obra, Viggo Mortensen e Mahershala Ali cumprem com louvor o objetivo de seus personagens, enchendo a tela de carisma. Na trama, conhecemos o ítalo-americano Tony Lip ( Viggo Mortensen ), um ex-segurança de boate que na busca por emprego acaba sendo selecionado para ser o motorista da turnê de um famoso pianista negro, Don Shirley ( Mahershala Ali ). Com um trajeto para lá de complicado, por conta dos absurdo...

Crítica do filme: 'Aquaman'

O herói dos 7 mares. Tentando vencer a batalha com a Marvel, A DC aposta mais fichas no seu tabuleiro de super heróis contando dessa vez mais sobre a trajetória de um meio humano, meio ser do mar, o conhecido Aquaman. Dirigido pelo cineasta malaio James Wan , comandante do primeiro Jogos Mortais , o longa é visualmente impactante, reúne nomes conhecidos da atual e da velha indústria hollywoodiana, e um roteiro que tenta cumprir seu objetivo de divertir em pouco mais de duas horas de duração. Na trama, conhecemos o jovem Arthur ( Jason Momoa ), um poderoso ser de dois mundos que tem o pai humano e a mãe rainha do Reino de Atlântida ( Nicole Kidman ). Desde pequeno soube que tem poderes de comunicação com seres aquáticos e uma força sobrenatural quando em terra. Treinado pelo guerreiro Vulko ( Willem Dafoe ) para um dia assumir o trono de Atlântida, Arthur passa anos se culpando pela morte de sua mãe. Quando seu meio irmão, Orm ( Patrick Wilson ) resolve proclamar uma guerra cont...

Crítica do filme: 'Whitney'

Doces amargas lembranças. Dirigido pelo ótimo cineasta escocês Kevin Macdonald ( O Último Rei da Escócia ) mais um documentário sobre, talvez, a mais marcante de todas as vozes das últimas décadas é apresentado ao público, dessa vez sem medo de apresentar as feridas, sendo construído em busca de respostas que nunca teremos mas argumentos que nos ajudam a compreender o porquê de tanta tristeza, em um fim tão trágico de uma voz que nunca vamos esquecer. Assim, percorremos partes da trajetória de Whitney Houston , desde seus tempos iniciais, como uma voz marcante na igreja, passando pelo seu primeiro contrato, até chegar ao estrelato. Compartilhe da minha vida. Me aceite pelo que eu sou. Em grande parte desse belo e importante documentário, talvez o definitivo sobre Whitney, vilões são apresentados, um grande conjunto de pessoas que quando poderiam ajudar, acabaram levando a inesquecível cantora para uma ladeira rumo ao fundo do poço. A grande personagem do filme, uma protagonist...

Crítica do filme: 'O Ódio que você Semeia'

É difícil definir com apenas uma palavra essa pequena grande obra prima que fora exibido no Festival do Rio desse ano e que chega ao circuito brasileiro de exibição já na próxima semana (pena que provavelmente em pouquíssimas salas pelo Brasil). O Ódio que Você Semeia é envolvente do seu início até o seu fim. Um filme corajoso, um ótimo roteiro adaptado primoroso, diálogos que ficarão em nossas memórias durante muito tempo, atuações impactantes. São muitas as qualidades desse projeto que pode ser considerado um dos mais marcantes filmes de 2018. Dirigido por George Tillman Jr. e com roteiro adaptado da obra homônima de Angie Thomas , O Ódio que Você Semeia conta a história de Starr ( Amandla Stenberg , em grande atuação), uma jovem que vive com sua mãe Lisa (Regina Hall) e seu pai Maverick ( Russell Hornsby , com atuação digna de Oscar), um ex-traficante de drogas, e seus dois irmãos em um bairro violento de uma cidade norte americana. Para fugir um pouco da violência, Lisa m...

Crítica do filme: 'A Rota Selvagem'

Quando a solidão parece um castigo. Baseado na obra do autor britânico Willy Vlautin , A Rota Selvagem traz à tona uma dura realidade presente de um jovem que não tem mãe e acaba de perder seu pai, e por arranjos do destino acaba embarcando em uma jornada ao lado de um cavalo completamente sem rumo. Andrew Haigh ( 45 Anos ), diretor britânico do longa é cirúrgico em sua direção, com uma bela fotografia, buscando a essência do seu impactante personagem principal. É o tipo de história que precisava ser contada por mais duro que seja acompanhar todo o sofrimento do personagem. Na trama, exibida no Festival de Toronto de 2017 e no Festival do Rio desse ano, acompanhamos a história de Charley ( Charlie Plummer ), um adolescente de 15 anos que mora com o pai solteiro em Portland. O jovem vive em uma casa humilde e acaba conseguindo trabalho, uma espécie de emprego de verão, como treinador (ou ajudante) de cavalos. Aos poucos vai gostando muito desse trabalho e fica próximo de um do...

'Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras' ganha sessões especiais com a presença do cineasta Tom Volf

Fonte: Fonds de Dotation Maria Callas Maria Callas é considerada a diva da música lírica. Sua voz com muita delicadeza e timbre único, a tornou a maior soprano da história da música clássica. Ela nasceu no dia 02 de dezembro de 1923, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. E será nos dias 02 e 03 de dezembro que os Reserva Cultural São Paulo e Niterói decidiram homenagear a grande artista com as PRÉ-ESTRÉIAS do filme Maria Callas – Em Suas Próprias Palavras  e para celebrar o nascimento desse longa esplendoroso, Tom Volf – diretor do longa participará dos eventos. Tom virá de Paris ao Brasil apenas para essas duas sessões exclusivas e falará sobre o desafio de montar um filme baseado na vida da cantora lírica e também, dos três anos que ficou imerso em um material rico em detalhes e conteúdo inédito da vida íntima de Callas. O material transformou-se em livro e logo em documentário narrado pela própria cantora e também pela atriz francesa Fanny Ardant. O trabalho co...

Crítica do filme: 'O Protetor 2'

O dom de proteger a todos e a tudo em busca de uma redenção. Desde décadas atrás o mundo do cinema acabou ficando carente de fortes filmes de ação, que levavam muito público ao cinema. A franquia O Protetor não preenche completamente essa lacuna por mais que o seu personagem símbolo seja repleto de habilidades e excentricidades além de contar sempre com a boa atuação do veterano Denzel Washington .   Em O Protetor 2 , com uma história que começa muito morna, com situações parecidas com as quais nos deparamos no primeiro filme da franquia, acaba engatando uma quinta marcha após um acontecimento chave na trama dirigida novamente por Antoine Fuqua . Na trama, acompanhamos novamente o ex-agente da CIA Robert McCall ( Denzel Washington ) que deixou a famosa agência faz anos para viver escondido/desaparecido tentando levar uma vida normal após a morte da esposa mas sempre ajudando a todos que precisam ou cruzam seu caminho. Tentando ajudar um jovem a voltar para o caminho certo ...