Explorando as infinidades da ficção científica através da culpa e do luto, juntamente com um marketing gigantesco de uma das principais forças especiais norte-americana, o explosivo longa-metragem Máquina de Guerra , disponível nas prateleiras virtuais da Netflix, apresenta um discurso ambíguo que vai do caos emocional à comodidade da invencibilidade, distanciando-se de qualquer realidade. Dirigido pelo cineasta australiano Patrick Hughes – diretor de Mercenários 3 e outros filmes de ação –, o projeto se veste como uma obra que foca na luta pela sobrevivência, na qual os heróis aparecem e tem seu desenvolvimento construído em cima de conflitos emocionais. Nessa jornada, com seus exageros e muitos pontos mal amarrados, mesmo com uma boa direção, a iminência da previsibilidade se torna uma constante desde muito cedo, e o plot twist que deveria causar impacto acaba apenas reforçando essa certeza. Anos após um trauma que marcou sua vida – a perda do irmão ( Jai Courtney ) em um...
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