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Mostrando postagens de janeiro, 2017

Crítica do filme: 'Jackie'

O recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. Filme de estreia do excelente cineasta chileno Pablo Larraín ( O Clube, Neruda, Tony Manero, No ) em Hollywood, Jackie mostra a visão de da ex-primeira dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy sobre a tragédia que aconteceu com seu marido, o ex-presidente John F. Kennedy. O roteiro, assinado por Noah Oppenheim ( A Série Divergente: Convergente ), é bem detalhista sobre os fatos apresentados e mostra uma Jackie repleta de indecisões logo após o falecimento de seu amado marido. No papel principal, Natalie Portman, em uma atuação irretocável e sensível, indicada ao Oscar de Melhor Atriz esse ano. Na trama, ambientada em novembro de 1963, acompanha a ex-primeira dama dos Estados Unidos Jacqueline Kennedy (Natalie Portman) dias após a tragédia que o país mais poderoso do mundo nunca esquecera, a morte do 35° preside...

Crítica do filme: 'Aliados'

Não há progresso se este não surgir através das dúvidas. Depois de diversos trabalhos impactantes na indústria cinematográfica mundial, como Forrest Gump , a trilogia De Volta para o Futuro , O Náufrago e tantos outros, o cineasta norte americano Robert Zemeckis volta às telonas em 2017 para mostrar uma trama repleta de referências a filmes antigos de espionagem onde o amor transborda e as escolhas viram conseqüências angustiantes. Aliados , protagonizado pelos excelentes atores Brad Pitt e Marion Cotillard é uma trama repleta de ação e suspense com revelações que se transformam em grandes reviravoltas ao longo dos intensos 124 minutos de projeção. Na trama, ambientada no começa da década de 40, conhecemos o tenente coronel franco canadense Max Vatan (Brad Pitt), um espião em tempos de guerra que recebe uma missão em Casablanca, no Marrocos. Durante essa missão, que quase termina em tragédia para seu lado, conhece a bela e misteriosa agente francesa Marianne Beausejour (Marion C...

Crítica do filme: 'O Ídolo'

A confiança em si mesmo é o primeiro segredo do sucesso. Depois de brindar os cinéfilos com excelentes filmes como Omar (2013) e Paradise Now (2005), o cineasta israelense Hany Abu-Assad volta às telonas dessa vez para contar uma história baseada em fatos reais repleta de sofrimento e chances de alcançar o tão sonhado sucesso. O Ídolo é um filme repleto de críticas sociais, principalmente sobre a região onde se passa Gaza na Palestina. Na trama, conhecemos o jovem Mohammed Assaf que curte os dias na cidade de Gaza, na Palestina, onde vive com sua família. Alegre e repleto de amigos que sempre se envolveram com músicas, passa por um grande abismo quando perde precocemente sua única irmã para uma doença terrível. Assim, ele cresce e seus sonhos ficam mais distantes e a realidade que vive o vai sugando. Até que um dia resolve voltar a buscar a música como inspiração e se candidata ao Arab Idol (o American Idol Árabe) no ano de 2013 buscando seu tão sonhado sucesso e reconhecimento...

Crítica do filme: 'Manchester à Beira-Mar'

Só nos curamos de um sofrimento depois de o haver suportado até ao fim. Após alguns anos de hiato desde seu último filme, o cineasta nova iorquino Kenneth Lonergan ( Conta Comigo ) volta às telonas roteirizando e dirigindo um filme pra lá de triste que passa um angustia arrepiante sempre na ótica melancólica de seu protagonista. Manchester à Beira-Mar indicado a seis prêmios do Oscar, é uma história profunda repleta de buscas e dor, com flashbacks impactantes que muito nos mostram nas mudanças da vida de um homem que luta contra uma terrível tragédia em seu passado. Atuações marcantes são vistas, Casey Affleck e Michelle Williams elevam a qualidade da fita e o desconhecido Lucas Hedges cumpre com louvor seu importante papel na história. Na trama, conhecemos Lee Chandler (Casey Affleck) um homem solitário que vive em um minúsculo quarto na cidade de Boston e sobrevive sendo uma espécie de faz tudo para alguns condomínios próximos a onde mora. Certo dia, seu passado bate em sua po...

Crítica do filme: 'Estrelas Além do Tempo'

A força sem inteligência é como o movimento sem direção. Baseado no livro Hidden Figures, de Margot Lee Shetterly, Estrelas Além do Tempo fala sobre o preconceito na época da corrida espacial, com o foco em três grandes mulheres negras que ajudaram a mudar o rumo das descobertas norte americanas nesse período. Com ótimas atuações e uma trilha sonora assinada pelo craque Pharrell Williams, o longa-metragem dirigido pelo cineasta Theodore Melfi ( Um Santo Vizinho ) é um daqueles belos filmes, nessa época corrida de muitos lançamentos de prováveis indicados ao Oscar, que você não pode perder. Na trama, conhecemos três mulheres fortes e determinadas que trabalham em um departamento específico de matemática dentro da toda poderosa Nasa. A matemática brilhante e mãe de três filhas Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson, em mais uma bela atuação), a engenheira e dona de duas graduações na área das exatas Mary Jackson (Janelle Monáe) e a primeira supervisora mulher e negra da história d...

Crítica do filme: 'Até o Último Homem'

Sem medo não há coragem. Indicado ao SAG, Globo de Ouro, Bafta e provavelmente ao próximo Oscar, o novo longa metragem do ator e diretor Mel Gibson (que não dirigia um filme há dez anos, Apocalypto (2006)) é baseado em uma história real e conta a saga de um jovem que segue firmemente em seus princípios e sua fé em um ambiente hostil dentro de um dos campos de batalha mais sangrentos na história do mundo.  Na pele do protagonista, o ex-Spider Man Andrew Garfield cumpre muito bem seu papel, o roteiro que deixa um pouco a desejar mesmo a direção sendo espetacular. Na trama, ambientada na década de 40, conhecemos o carismático Desmond Doss (Andrew Garfield), um jovem que fora criado no interior dos Estados Unidos junto com seu irmão Hal, sua mãe e seu conturbado pai. Após apaixonar-se por uma linda enfermeira chamada Dorothy Schutte (Teresa Palmer), Desmond resolve se alistar no exército norte americano para lutar na segunda guerra mundial por achar que é seu dever. Cheio de pr...

Crítica do filme: 'A Garota do Trem'

O mistério do amor é maior que o mistério da morte. Baseado no livro homônimo, de Paula Hawkins, best-seller do jornal The New York Times, A Garota do Trem é uma trama esquisita onde nada é o que parece e o que parece também não é nada demais. Tudo é muito confuso na história dirigida pelo ator e diretor Tate Taylor ( Histórias Cruzadas ). A protagonista não possui a força e carisma necessários para prender nossa atenção nos sonolentos 100 minutos de projeção. Como filme, realmente não deu certo. Na trama, conhecemos a desequilibrada Rachel (Emily Blunt) que tenta seguir em frente em sua vida mesmo tendo um vício constante por álcool e ter sida abandonada pelo ex-marido. Assim, escondendo da amiga que divide apartamento que perdeu seu emprego, passa seus dias andando de um lado para o outro de trem desenhando e criando em sua imaginação histórias para seus reais personagens. Até que certo dia acaba se envolvendo como testemunha de um terrível crime que aconteceu, por grande coin...

Crítica do filme: 'Toni Erdmann'

Sábio é o pai que conhece o seu próprio filho. Depois de um hiato de sete anos na direção de um longa-metragem, a cineasta alemã Maren Ade volta à telona em grande estilo com a hilária e doce dramédia Toni Erdmann . Contando a história de um pai cheio de impulsos cômicos na busca constante pela atenção de sua sisuda filha, o projeto, indicado a muitos prêmios internacionais e um dos favoritos para ganhar o próximo Oscar de Melhor filme Estrangeiro é um daqueles filmes imensos (2 horas e 40 de projeção) mas que não desejamos que acabe nunca, sempre à espera da próxima gracinha que Toni Erdmann vai aprontar. Na trama, acompanhamos a árdua saga de Winfried Conradi (Peter Simonischek), um dedicado pai que muito se entristece com o distanciamento na relação com sua única filha Ines (Sandra Hüller), essa última, uma jovem em ascensão na empresa onde trabalha o que a transforma em uma Workholic sem limites. O problema é que Ines trabalha demais e pouco tempo de sua agenda é dedicada à ...

Crítica do filme: 'O Roubo da Taça'

O mal do malandro é achar que todo mundo é otário. Escrito e dirigido pelo cineasta Caito Ortiz, O Roubo da Taça é uma comédia franca, com ótimos diálogos e personagens que produzem uma comédia de fato realmente engraçada. Na contra mão de outros filmes do gênero, falando em cinema nacional, O Roubo da Taça está muito acima, um longa metragem muito divertido e bem feito. O projeto ganhou alguns prêmios, inclusive no prestigiado Festival de Gramado no ano passado. Na trama, ambientada no começo da década de 80 no Rio de Janeiro, conhecemos Peralta (Paulo Tiefenthaler em grande atuação) um trambiqueiro, flamenguista e corretor de seguros que passa os dias se atolando em dívidas de jogo e dando pouco atenção a sua charmosa esposa Dolores (Taís Araújo). Certo dia, após receber um singelo ultimato do dono da casa de jogos onde passa a maioria de suas noites perdendo dinheiro, tem a inusitada ideia de invadir a sede da CBF com a ajuda do enrolado amigo Borracha (Danilo Grangheia) e ro...

Crítica do filme: 'Moonlight: Sob a Luz do Luar'

As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar. Filme sensação do último Festival Internacional de Cinema de Toronto no ano passado, esse baita filme Moonlight: Sob a Luz do Luar é uma pérola que precisa ser descoberta por todos que amam cinema. Dirigido pelo cineasta norte americano Barry Jenkins, com roteiro baseado na peça In Moonlight Black Boys Look Blue, de Tarell McCraney, o filme fala sobre a vida de um garoto de origem humilde que precisa enfrentar os absurdos feitos pela mãe e acreditar nas suas escolhas num mundo tão insensível em que vivemos. A trama, vencedora do Globo de Ouro 2017 na categoria Melhor Filme de Drama, conta a história de Chiron que passa por três fases em sua vida, na infância onde descobre uma amizade com o traficante Juan (Mahershala Ali), na adolescência onde descobre sua sexualidade no encontro com o amigo Kevin, e na fase adulta onde tenta se redescobrir após passar dias preso e tendo que mudar de cidade. ...

Crítica do filme: 'A Rainha de Katwe'

A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras. Baseado em fatos reais, narrados no livro Queen of Katwe, de Tim Crothers, chegou aos cinemas brasileiros, de maneira quase desapercebida, o lindo longa metragem A Rainha de Katwe , produzido pela Disney, que fala sobre as problemáticas enfrentadas pela população de um pobre país na África além de lições sobre o relacionamento profundo e carinhoso de uma mãe com seus filhos, tudo isso em volta ao mundo do xadrez que abriu lindas portas e possibilidades para a forte protagonista. Dirigido pela cineasta indiana Mira Nair, o filme promete emocionar bastante. Na trama, conhecemos Phiona Mutesi (Madina Nalwanga, em sua estreia no mundo do cinema) uma jovem corajosa que vive a beira da miséria ao lado de sua mãe Nakku Harriet (interpretada pela excelente atriz Lupita Nyong'o) e seus irmãos. Sem ter muito o que fazer, a não ser trabalhar, em seu cotidiano, acaba se juntando a um grupo de aprendizes de xad...

Crítica do filme: 'The Fits'

A descoberta da entrada na adolescência. Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, The Fits é um longa metragem curtinho, de 72 minutos, que possui o tema da entrada na adolescência tendo em seu contorno uma poderosa protagonista brilhantemente interpretada pela excelente atriz Royalty Hightower. Dirigido por Anna Rose Holmer, em seu segundo trabalho em longa metragem, o filme conquistou públicos de platéias famosas como a do prestigiado Festival de Sundance no ano passado. Na trama, conhecemos a jovem Toni (Royalty Hightower), uma menina de 11 anos que passa os dias treinando boxe ao lado do irmão na academia do colégio onde estuda. Certo dia, começa a tomar gosto pelas aulas de dança onde meninas de sua idade praticam e assim Toni começa aos poucos a entrar no mundo delas tentando fazer novas amizades e descobrindo novos gostos. Quando uma situação inusitada de infecção se instala no grupo que pratica essas aulas de dança, Toni começa a se redescobrir e amad...

Crítica do filme: 'Tarde para la Ira'

A vingança é uma espécie de justiça selvagem. Em seu primeiro trabalho como diretor de longa metragem, o ator espanhol Raúl Arévalo acerta em cheio em uma trama repleta de tensão e mistério cercando um protagonista impactante que nos faz não tirar os olhos da telona durante todos os 92 minutos de projeção. Tarde para la Ira (2016) possui um poderoso roteiro, assinado por David Pulido e também pelo diretor, e atuações marcantes. Pena que é um filme que passou desapercebido pelos premiações mundiais. Na trama, conhecemos o pacato e misterioso José (interpretado pelo excelente ator Antonio de la Torre), um homem com um passado repleto de lacunas não preenchidas que fica muito próximo de um grupo de pessoas com quem convive quase que diariamente entre um jogo de cartas e outro. Certo dia, acaba se apaixonando pela bela Ana (Ruth Díaz) que tem um namorado de longa data chamado Curro (Luis Callejo) que foi preso por um roubo seguido de mortes a uma joalheria anos atrás. Quando Curro s...

Crítica do filme: 'Família Hollar'

Se você não é capaz de ser feliz com sua família, dificilmente será feliz com você mesmo. Dirigido pelo ator John Krasinski, em sua segunda direção de um longa metragem, Família Hollar conta uma breve fase das vidas de membros de uma família repleta de problemas emocionais. O roteiro, assinado por Jim Strouse, não consegue alcançar em grande profundidade a natureza das ações dos personagens tornando o filme um grande sonífero com apenas sendo um Oasis a grande atuação da atriz Margo Martindale. Na trama, conhecemos John (John Krasinski), um homem de meia idade que mora na cidade grande que vive uma fase de desilusão profissional e incertezas em seu relacionamento com a namorada grávida Rebecca (Anna Kendrick). Certo dia, sua namorada recebe uma ligação dizendo que a mãe de John teve uma convulsão e imediatamente o protagonista embarca para a cidade do interior onde viveu grande parte da vida e terá que enfrentar seu passado ao lado do complexo irmão Ron (Sharlto Copley), do...

Crítica do filme: 'La La Land - Cantando Estações'

O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. Filme de abertura do último Festival de Veneza ano passado, La La Land - Cantando Estações é um daqueles filmes que dificilmente sairão de nossa memória.   Falando sobre a magia de Hollywood, o impactante som do Jazz e principalmente sobre as inúmeras tentativas do ser humano em alcançar os seus sonhos mais lindos, o longa metragem, que deve ser o grande vencedor do próximo Oscar, é uma aula em como fazer o público se divertir através do olhar de protagonistas (interpretados magistralmente por Ryan Gosling e Emma Stone) que louvam o amor. O jovem cineasta Damien Chazelle (do impressionante Whiplash ) mais uma vez brinda os cinéfilos com uma pequena obra prima. Na trama, ambientada em Los Angeles, conhecemos o pianista Sebastian (Ryan Gosling), um amante do Jazz que vive buscando seu espaço em meio a mudanças constantes que a vida coloca em seu caminho. Rabugento e completamente sozinho, de maneira inusitad...