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Crítica do filme: 'Anjos da Lei'

Policiais disfarçados, situações engraçadas e muitos exageros. Dirigido pela dupla Phil Lord, Chris Miller, “ Anjos da Lei”, é uma adaptação cinematográfica da série de televisão homônima que consagrou, o hoje astro, Johnny Depp . Estreado por Jonah Hill e Channing Tatum (que lança um longa atrás do outro), o filme tira algumas risadas, mescla, piadas bobinhas com sacadas inteligentes. Diverte mas falta consistência. Nessa comédia, Schmidt ( Hill ) e Jenko ( Tatum ) se conhecem no colegial, ainda jovens, um muito popular e outro totalmente derrotado pelo bullying do dia-a-dia. O tempo passa e se reencontram em um lugar inusitado, se tornam parceiros durante a Academia de Polícia. Como dupla eles tentam se completar mas não são bons policiais, longe disso. Após mais um fracasso em uma tentativa de prisão, são mandados para a unidade secreta chamada ‘21 Jump Street’, coordenada pelo Capitão Dickson ( Ice Cube ) que pretende prender uma rede de traficantes de drogas que habitam e...

Crítica do filme: 'Um Homem de Sorte'

Quem nunca sonhou em ir atrás do seu destino? Em mais uma adaptação para o cinema de uma obra do escritor Nicholas Sparks , dessa vez, temos a busca do protagonista por um caminho, um lugar. Dirigido pelo cineasta africano Scott Hicks, “ Um Homem de Sorte ”, tem intensos clichês que são inclusos na falta de “alma” ao sentimento verossímil dos personagens. Na trama, que começa ao melhor estilo “ Falcão Negro em Perigo ”, um fuzileiro naval ( Zac Efron ) chamado Logan, após alguns incidentes trágicos em batalhas, viaja para casa depois de cumprir seu tempo de serviço no Iraque. Totalmente abalado pelo ocorrido, resolve viajar (a pé, diga-se de passagem) até a cidade onde vive uma mulher desconhecida ( Taylor Schilling ) que ele acredita ser seu amuleto de sorte durante sua passagem pela guerra. Assim, o protagonista acaba se envolvendo com a moça, o que deixa o ex-marido dela bastante furioso. A revelação da obra do destino mexe com todos, reproduzindo um novo capítulo nessa his...

Crítica do filme "Paraísos Artificiais"

A gente é o que a gente sente. Seguindo esse lema, o diretor Marcos Prado (diretor do excelente “Estamira” ) chega aos cinemas com seu novo trabalho “ Paraísos Artificiais ”. Entre uma e outra viagem psicodélica, os personagens viajam de Amsterdam ao nordeste do país ao som da música eletrônica. Com algumas cenas calientes, há uma entrega muito grande de Nathalia Dill, Luca Bianchi e Lívia de Bueno para com seus personagens e a história em si. A crítica negativa vai para a montagem, há muita informação nos 15 minutos iniciais, quando o espectador percebe tenta se acostumar com a não linearidade que acompanha a trama até o seu desfecho. Na trama, percorremos o mundo das ‘raves’, enormes festivais de arte e cultura alternativa com o background sonoro de música eletrônica. Assim conhecemos o trio formado por Nathalia Dill (que encarna sua primeira protagonista no cinema) e sua Érika, que sonha em um dia ser uma bem-sucedida DJ internacional. A bela Lívia de Bueno, intérprete ...

Crítica do filme: 'Os 3'

Até onde se sustenta uma amizade? O novo trabalho do diretor Nando Olival (que dirigiu o famoso curta “ Eduardo e Monica – O Filme ”, que foi usado em uma campanha publicitária de telefonia) fala sobre juventude, amizade, desejos, privacidade e Reality Shows. A proposta de“ Os 3 ” é interessante mas poderia ir mais profundo em alguns assuntos, fica superficial em muitos momentos o que não chega a mexer tanto com o público que acompanha fielmente o desfecho simples que a trama tem. Na trama, somos rapidamente apresentados a três jovens que chegam de diferentes partes do país para ir para a faculdade na cidade de São Paulo. Em seu primeiro dia na grande metrópole, vão a uma festa e após um inusitado encontro no banheiro, uma estranha atração os une. Pegando carona em um fusquinha de um deles, resolvem alugar um apartamento e começar a viver juntos num lugar próximo à faculdade. Após quatro anos de um relacionamento intenso, com um certo ar de desejo, cada um deles percebe que a ...

Top 5 - Kate Winslet

Kate Elizabeth Winslet nasceu na Inglaterra em meados da década de 70. A excepcional artista tornou-se conhecida do grande público ao interpretar a personagem Rose na mega produção de James Cameron , “ Titanic ”, mas antes disso (e depois também, claro) já brilhava nos palcos ingleses e em outros ótimos filmes de grandes diretores.  O mundo das artes sempre esteve envolto à Kate, seus avós eram administradores de um teatro na Inglaterra e seus pais eram atores, assim como não poderia ser diferente, desde pequena já subia ao palco para se apresentar. Antes dos 15 anos, Kate já estava estudando teatro em uma das escolas mais caras da região onde vivia, um saudoso presente da sua querida avó. Como muitos atores de sua geração, começou na televisão fazendo pontas em alguns comerciais mas logo depois voltou aos palcos onde fez inúmeras peças e que com certeza a ajudaram a ter uma técnica bastante apurada em cena. Sua estréia nos cinemas foi no sensacional “Almas Gêmeas” d...

Crítica do filme: 'Slovenian Girl'

A história não é original, garota de programa que esconde de tudo e todos como gera dinheiro no seu dia-a-dia. O grande trunfo do longa do cineasta esloveno Damjan Kozole está na personagem que é muito profunda (entra até em depressão) por fazer uso dessa profissão e conta com uma inspirada atuação da atriz que faz a protagonista. Na trama conhecemos Alexandra, uma aluna de uma pequena cidade no interior da Eslovênia. Estudante dedicada ocupa parte do seu tempo com estudos de Inglês, em Liubliana, na capital da Eslovênia. Idealista, busca sua liberdade tanto financeira como pessoal, e no tempo livre, acaba trabalhando como prostituta para altos figurões da cena política da região. Assim, sua vida está indo para onde ela quer (ou não), para onde o vento sopra ela está indo. Até que um dia, uma morte acidental acontece com um dos seus clientes, após o mesmo ingerir dois comprimidos seguidos daquele famoso remedinho azul. Como foi a última pessoa a vê-lo com vida, Alexandra tem su...

Crítica do filme: 'Diário de um Jornalista Bêbado'

Dezenove anos depois de sua última direção no mundo do cinema (“ Jennifer 8 - A Próxima Vítima ”) o cineasta inglês Bruce Robinson tenta dar um tom de comédia à história de um jornalista que adora uma bebedeira, baseado na trama de Hunter S. Thompson , em “ Diário de um Jornalista Bêbado”. Com um bom material humano nas mãos, o longa tinha tudo para ser um sucesso de crítica e público mas acaba virando uma maçante novela mexicana regada à muitos tipos de bebidas, alucinações de línguas gigantes e diálogos esquisitos. Johnny Depp tenta de todas as maneiras salvar o filme, porém, naufraga junto com o péssimo roteiro que não cria nenhuma harmonia para as sequências. Na trama, um jornalista americano chamado Paul Kemp (Depp) vai para Porto Rico trabalhar para um jornal que está caindo aos pedaços, durante os anos 1950, que é comandado pelo impulsivo Lotterman (interpretado pelo irreconhecível Richard Jenkins ). Aos poucos começa a entender e conhecer todo tipo de gente que mora na...