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Mostrando postagens de dezembro, 2010

Incontrolável

Já dizia meu avô: “Amigos, amigos...negócios à parte.” A amizade de Tony Scott e Denzel Washington(a quem eu agradeço por ter feito inúmeros filmes que eu adoro, como: O Diabo veste Azul , Hurricane, Possuídos e tantos outros...) é de grande tempo. Juntos já fizeram algumas produções, pra resumir, a melhor que fizeram, e parceira, foi Chamas da Vingança. Porém, como na maioria dos filmes que “juntaram força”, INCONTROLÁVEL, chega a ser incontrolavelmente ruim, uma verdadeira montanha russa, onde só vemos a descida chegar eminentemente. A trama é bem monótona e tem dois maquinistas tentando impedir um grande acidente entre um trem e uma cidade. Não fica claro, no final do filme, se o que acontecera ali, o que foi mostrado, fora baseado em fatos reais. Bem, se foi fato real, as empresas ferroviárias americanas poderiam muito bem ter bloqueado a produção. No filme mostra-se inúmeros erros humanos e o quão despreparado é o funcionário que trabalha naquele seguimento. Eu, por exemplo, m...

Jantar para Idiotas

Depois de ler a sinopse eu ja sabia que não iria gostar mas como todo cinéfilo é teimoso... fui assistir a esssa produção em uma noite que estava sem sono. Resumindo, foi muito difícil chegar ate o final. Paul Rudd não consegue sair desses papeizinhos de homem de 30 anos com alguma crise; seja ela no casamento, na desilusão de não ter amigos, ou conhecendo alguma garota dos seus sonhos. Dessa vez, ele é um empregado de uma grande empresa e para se enturmar com a gerência tem que arranjar um idiota(isso mesmo, pasmem) para levar em um jantar onde há uma zoação generalizada em cima dessas pobres almas. Nem comentarei o papel ridículo de Steve Carell nesse filme. Eu fiquei imaginando como Hollywood ainda pode bancar idéias desse tipo. Tanto roteiro bom engavetado e uma porcaria dessas é lançada, vendendo uma idéia besta como essa. Isso só serve para aumentar bullying(Alô Serginho Groisman!) nas escolas entre outras coisas, que não são os mais corretos, em uma sociedade robótica onde o cin...

O Concerto

Quem me conhece sabe que eu adoro a Rússia, tanto no lado histórico das guerras, quanto no lado artístico e cultural. Ver um filme que conte um pouco da história, no caso política, desse país rico em acontecimentos históricos é um prato cheio para pessoas como esse que vos escreve. O CONCERTO é um filme muito agradável, com várias deixas para comédia, o que torna a trama mais fácil de se entender, sem ter aquelas velhas complicações hollywoodianas. O diretor Radu Mihaileanu consegue reproduzir em música e emoção toda a história do ex-maestro russo que nos dias atuais trabalha como faxineiro do Bolshoi. A busca que se segue para a trapaça e recursos para voltar a reger uma orquestra são hilárias e os personagens se completam de maneira bastante peculiar, o que é sempre muito difícil de se acontecer. Melanie Laurent dá o ar de sua bela graça interpretando uma solista de violino, e consegue mais uma vez(lembremos dela em BASTARDOS INGLÓRIOS e NÃO SE PREOCUPE, ESTOU BEM) passar toda a...

Tron (1982)

Bem galera, vi recentemente o primeiro filme de TRON, muito por conta da minha teimosia de sempre ver sequências, ou alguma parecido com isso, na sua ordem cronológica. Muito engraçado ver o Jeff Bridges novinho e sem aquela barriga saliente, nem parece o grande lebowski ou outro grande personagem que ele ajudou a eternizar. Flynn , nome do personagem principal da trama, é um programador de jogos de vídeo games (universo que conheço um pouco) e acaba entrando dentro do programa, tornando-se peça de suas criações. A idéia do filme é bastante interessante, se pensarmos, que o filme foi produzido em 1982 e os computadores não eram essas super máquinas que, hoje, encontramos em qualquer esquina. Por isso, vejo TRON(a versão 1) como sendo revolucionário nessa coisa de ficção ligada a computadores e sistemas. A execução do filme não é lá essas coisas e chega a ser bem confuso em determinadas horas aqueles efeitos e sequencias malucas que o roteirista inventou. O final do filme não era como...

Em Algum Lugar

Após perder a sessão, literalmente, de “Em Algum Lugar ”, no Festival de cinema do Rio de Janeiro, a modernidade me trouxe outra chance de ver esse filme que, confesso, me gerava alguma expectativa. Pela sinopse, identifiquei pelo menos uns cinco filmes que tinham adotado essa temática de falar como é a relação com a família de uma pessoa conhecida. Não entendi o porquê do filme ser tão parado e porque só a Elle Fanning brilha, nesse novo filme da ganhadora do Oscar de melhor roteiro, Sofia Coppola. A produção fala sobre um ator de cinema, muito famoso, que tem sua vida(oh! Grande novidade!) regada à mulheres e bebidas. Possui um relacionamento distante, porém bem afetivo, com sua filha, quando consegue tempo para vê-la(na verdade ela ir vê-lo). De repente , entra em conflito e resolve fazer algumas mudanças(pelos menos eu deduzi isso). Acredito muito que Sofia cometeu um pecado, que nós, cinéfilos de anos, nunca cometeríamos. Que seria, repetir uma mesma temática usando um gêni...

Um Homem que Grita

Fui ao cinema no UCI(isso mesmo, UCI no RJ, passando filmes Cult) ver na semana anterior ao natal um filme Cult. Liguei para o cinema, li e reli o jornal para saber se era verdade. Só acreditei quando cheguei na sala de exibição e haviam 9 pessoas. 2 casais idosos, um cinéfilo de uns 30 anos e 4 crianças gritando e zombando(estavam na sala errada, obviamente). Bem , mal eu sabia, me preparava para ver um dos melhores filmes de 2010 com certeza. UM HOMEM QUE GRITA tem no seu título, muito bem bolado, a idéia total que o filme quer passar. Na trama um ex-campeão de natação de campeonatos da África é atualmente guardião de piscina de um hotel ao lado de seu filho. Tudo vai bem até uma guerra começar, algumas escolhas infelizes e muito drama consomem a história até seu desfecho emocionante. Eu adorei a sensibilidade que o diretor Mahamat-Saleh Haroun teve ao conduzir alguns takes muito interessantes, utilizando pouquíssimos recursos. A maneira de passar ao espectador o sofrimento aos o...

Os 3 melhores do ano (2010)

Agora chegou a hora de falar dos momentos bons dentro de uma sala de cinema. Os grandes filmes do ano. Vou fugir do comum e falar de filmes que a maioria não deve ter visto e eu tive a sorte de ver no festival do RJ. Vi ao todo 212 filmes esse ano, uma marca razoável, já tive piores e melhores. Bem, chega de papo e vamos ao que interessa, aqui estão os 3 melhores do ano para mim... Terceiro lugar: A Vida dos Peixes(Chile) Nunca pensei que um filme chileno, país de pouca expressão no mundo do cinema, mexesse tanto comigo como esse A VIDA DOS PEIXES mexeu. Acho que a simplicidade, que sempre levo em consideração em qualquer produção de orçamento baixo, é o pontapé inicial positivo que comento desse trivialmente genial filme. O roteirista, o diretor, pegaram poucos recursos(até mesmo locações, só tem uma) mas com muita mão-de-obra qualificada(sim, eu falo dos atores) e colocou no liquidificador e deu certo. A trilha sonora é algo maravilhoso e tá no top 5 desse ano também. A trama fala ...

3 Piores filmes do ano(2010)

Uma coisa triste para nós cinéfilos são os filmes ruins. Mas uma coisa pior que isso, são os filmes horrorosamente ruins. Infelizmente todo ano a lista aumenta e com certeza já é uma praga. Segurem-se na cadeira, não procurem sobrem, nunca baixem , não aluguem, saiam correndo dos seguintes filmes: Em Terceiro lugar: Skyline Um filme que era pra ser o novo Armageddon misturado com Arquivo-X virou um filme Sci-Fi pastelão com cenas bizonhamente mal escritas e uma direção horrorosa, tão bizarra, que, precisaram-se 2(isso mesmo), 2 diretores para contemplá-la. Eu fui ao cinema ver essa pérola na maior das boas intenções(juro, até matei aula para tal). Com 20 minutos juro que ouvi um passarinho fardado gritando no meu ouvido : Raphael, PEDE PRA SAIR!!!! O que mais me impressionou, pelo lado ruim, foi os efeitos muito mal feitos. Gastaram um dinheirão e fizeram uma bela porcaria. A atuação de Eric Balfour é digna de qualquer framboesa de ouro, e o meu amigo David Zayas(famoso tenente da sé...

Quanto dura o Amor?

Eu estava querendo ver esse filme a muito tempo pois assim que comecei a utilizar o twitter conheci uma atriz desse filme que se tornou uma grande amiga! O filme não chegava nas locadoras, nem na internet, nem em lugar nenhum. Até que ontem à noite o achei em um site na internet, baixei e vi. Adorei a essência da história, um pouco confuso o roteiro e a personagem principal fica muitas vezes perdida na história, jogada de um lado a outro na trama, mas eu achei legal a idéia e o grande destaque é a minha amiga Maria Clara Spinelli. O filme conta historias, relações, todas elas com seus problemas e algumas coincidências que levam o filme a uma junção de fatos, muitos deles, não isolados, mas o roteiro infelizmente não consegue ser o que chamamos de redondo mas as interpretações são muito boas o que elevam o filme de patamar. Adorei algumas cenas, como, a intensidade das personagens lésbicas e a maneira como foi conduzida as cenas de sexo, me lembrou muito um filme chamado “Um Quarto ...

AfterShock

Eu gosto muito de filmes orientais, principalmente os dramas, onde posso confiar que será um prazeroso momento curtir no meu Dvd. O indicado da China para tentar concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro é AfterShock. Um longa com muita carga trágica onde me emocionei em várias partes. Comecei a ver o filme do diretor Xiaogang Feng sem nem ao menos saber sobre o que se trata, indicado muito bem pela amiga twittana @Ivy_RJ . Nos primeiros 25 minutos é uma choradeira e um dos clímax(esse filme tem no mínimo 2) já ocorre nesses primeiros minutos onde me senti revendo “A Escolha de Sofia”. Sofri junto com a personagem, confesso. Escolher entre um filho ou outro não é algo que um ser humano pode fazer sem deixar seqüelas, e isso é muito o que acontece no desenrolar da trama, que tem ótimas surpresas e uma atuação fantástica da atriz principal Chen Li. A produção também passa um pouquinho em cima da história moderna chinesa, mostrando muito um pouco do lado do militarismo implícito...

Rabbit Hole

Para começar meu primeiro e novo blog, do qual pretendo cuidar com carinho e dar muita atenção, exatamente como faço com meus livrinhos de cinema(um deles já lançado), venho aqui falar de Rabbit Hole, filme muito comentado por meus amigos twittanos, principalmente, o @clickfilmes - Andrey Aronofsky (conheço esse sobrenome de algum lugar...). O filme conta a história de um casal que sofre com a perda do filho e aos poucos tentam passar por cima dessa tragédia, porém ainda é muito difícil principalmente para a protagonista da trama. Sabia que viria coisa boa pela frente, principalmente quando vi que no elenco tinha Nicole Kidman e Aaron Eckhart , além de outros nomes muito competentes. A história é uma tristeza danada, baseada em um livro homônimo(caso eu não esteja enganado, não gosto de usar o Google sempre, dá uma certa preguiça, então suponho...) porém, muito bem interpretada, com o tom certo de emoção proporcionada principalmente pelo personagem do Aaron,que rouba a cena da Nico...