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Mostrando postagens de abril, 2020

Crítica do filme: 'Bait'

Quando a técnica de filmagem se sobrepõe e faz tudo ganhar sentido na características dos personagens. Bait , tá aí um filme extremamente interessante! O cineasta Mark Jenkin , que assina a direção e roteiro dessa pérola com passagem pelo Festival de Berlim e vencedor de um BAFTA, resolveu usar 130 rolos de filme Kodak que viraram um 16mm todo em preto e branco para mostrar aos cinéfilos as possibilidades de criatividades, não só narrativas mas de técnicas quando pensamos sobre um filme. Simples e complexo, dramático e pulsante, um baita achado na galeria dos bons filmes exibidos em festivais nos últimos anos. Na trama, conhecemos o emburrado pescador Martin Ward ( Edward Rowe ), um homem de poucas palavras, que possui um sonho de ter um barco só dele para ganhar mais dinheiro e buscar uma felicidade ainda distante. O protagonista possui um péssimo relacionamento com o irmão Steven ( Giles King ), pois, esse usa o barco que foi do pai deles como transporte turístico e não para pesc...

Crítica do filme: 'Bad Education'

Li essa frase em algum lugar recentemente: ‘A ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a autodestruição do homem.’, não sei de quem é mas ela ilustra muito bem o que assistimos no ótimo longa-metragem produzido pela HBO, Bad Education . Lançado a poucos dias no Brasil, o projeto busca recriar um dos maiores escândalo envolvendo roubos quando falamos na ajuda que o governo norte-americano oferece as escolas públicas. Reunindo uma série de situações que mostram toda a ganância e princípios evidentes de sociopatia dos envolvidos, o filme além de bombástico do ponto de vista humano é um espetáculo de boas atuações do ponto de vista cinematográfico. Hugh Jackman , na pele do protagonista, mostra que como herói ele foi muito bom ator mas como vilão é muito melhor. Com direção de Cory Finley (em seu segundo longa-metragem) e roteiro assinado pelo nova iorquino Mike Makowsky (baseado no artigo de Robert Kolker para a New York Magazine ), Bad Education , conta a hi...

Crítica do filme: 'Bloodshot'

A vingança é o propulsor de qualquer pessoa que não consegue tirar isso da cabeça. Um dos blockbusters mais atingidos pela pandemia do coronavírus desse ano, Bloodshot, baseado na HQ homônima de Kevin VanHook , Don Perlin e Bob Layton da Valiant Comics, é um filme de ação com méritos que busca suas razões e objetivos a partir das memórias e dos arranjos maquiavélicos tecnológicos que o ser humano pode por enquanto pensar. Entradas triunfais, frases de efeitos, espaços neurais, egocêntrico vilão, projeções tecnológicas futurísticas, plot twist, clichês de filmes do gênero... tem de tudo nesse pipocão que na média final passa de ano, é muito melhor que muitos outros blockbusters de ação lançados nos últimos anos. Na pele do protagonista, um morto agora vivo soldado de alta liderança, o rosto da franquia Velozes e Furiosos, o carismático Vin Diesel . Na trama, conhecemos um experiente soldado chamado Ray Garrison ( Vin Diesel ) que é morto por um bandido que também mata sua es...

Crítica do filme: 'Encontros'

Os lamentos de dois corações amargurados pela natureza melancólica. História de amor? Drama existencial? Críticas ao melodramático viver? Classificar o novo filme do cineasta francês Cédric Klapisch (dos ótimos Albergue Espanhol e Bonecas Russas ) é muito difícil, o que pode ser muito positivo para quem tem faro macro sobre a ótica da vida. Não é um filme bonito, é um filme que se aproxima de muitas almas na realidade, então, joga limpo, é despido de entrelinhas não decifráveis, o gesto fala mais que muitas palavras. Há bloqueios para amar, outras preocupações ocupam a mente desses jovens, sozinhos em uma cidade enorme como Paris. Na trama, conhecemos Melanie ( Ana Girardot ) e Remy ( François Civil ), dois jovens que estão em Paris sozinhos tentando buscar novas realizações profissionais, cada um de sua forma. Ela, pesquisadora farmacêutica, ele, um funcionário de uma empresa grande que acaba de ganhar uma vaga em um novo setor. Duas almas completamente diferentes mas que po...

Crítica do filme: 'Resgate'

Nenhum soldado fica pra trás na mente do guerreiro. Escrito por Joe Russo (diretor dos últimos dois filmes da vitoriosa franquia Os Vingadores , ao lado de seu irmão Anthony) e com direção de Sam Hargrave , debutando em longas-metragens, Resgate , novo filme de ação e explosão da toda poderosa (nos tempos de pandemia ainda mais) Netflix é uma grande seleção de clichês em meio a bombas e cenas de ação bem executadas. O fraco roteiro de Russo, transforma o filme em uma caçada sem fim, seco e com ritmo destrutivo. Parece muito os filmes de barulho e explosão do Michael Bay . Tudo é tão repetitivo que dá um grande sono chegar até o fim prestando a atenção ao que acontece, pois, já sabemos intuitivamente. Filme bom mesmo com o mesmo tema, ‘extraction’, é Prova de Vida com o Russell Crowe . Na trama, conhecemos um jovem, filho de um líder do submundo indiano que um dia é sequestrado por um rival de seu pai. Buscando uma solução, a família do garoto parte para contratar uma equipe e...

Crítica do filme: 'New World'

Em uma estrada com apenas dois caminhos, você precisa escolher o seu lado. Escrito e dirigido pelo cineasta sul-coreano Hoon-jung Park , New World , Sinsegye no original, é mais um daqueles interessantes roteiros sul-coreanos cheio de reviravoltas que deixa o espectador sempre com os olhos atentos ao que acontece a cada cena. Com muitas cenas de ação e bastante sangue, à la Tarantino , o projeto navega na onda da ganância pessoal e no instinto de sobrevivência como alicerce de uma personalidade consumida por emoções divididas. O protagonista é enigmático e leva as consequências de suas escolhas até o último frame. Mesmo com alguns pequenos deslizes e alguns arcos um pouco mal construídos, esse é mais um impactante trabalho sul coreano pro mundo da sétima arte. Na trama, acompanhamos a história de Ja-sung ( Jung-jae Lee ), um agente infiltrado da polícia que está sob disfarce faz quase uma década e enfim consegue o objetivo que queria juntamente com a única pessoa que sabe que ...

Crítica do filme: 'Fuga de Pretória'

As ideias e as engenhocas da liberdade. Transformando em cinema a história do livro Escape from Pretoria de Tim Jenkin , o cineasta britânico Francis Annan apresenta uma mirabolante fuga de uma prisão na África do Sul no epicentro do Apartheid em 1979. O projeto navega em um roteiro nada mirabolante que usa de artifícios/técnicas cinematográficas para gerar alguma força nas cenas que acompanhamos. É o típico caso de uma história mas um filme nem tão bom assim. Fora que acaba caindo em comparação com referências a outros tantos ótimos filmes de ‘fuga de prisão’, onde está bem abaixo. Um esforçado Daniel Radcliffe (cada vez mais distante do bruxinho que o tornou famoso) busca ser a mola propulsora para o filme ganhar ritmo e força nas cenas, consegue em partes.   Na trama, acompanhamos a África do Sul no epicentro do Apartheid no final da década de 70, onde muitos lutavam pelo término desse regime de separação racial. Dentro desse contexto, conhecemos Tim ( Daniel Radcliff...

Crítica do filme: 'Jojo Rabbit'

As delicadezas de uma época triste. Tentando ser o mais leve possível para falar sobre as absurdas caçadas aos judeus pelos nazistas, o diretor neo-zelandês Taika Waititi consegue com seu novo trabalho, Jojo Rabbit (indicado a algumas categorias do Oscar) criar um universo peculiar, fruto de um roteiro criativo (baseado na obra Caging Skies , de Christine Leunens ) que navega na linha tênue entre a tragédia e os bons sentimentos de uma família de dois, que na verdade eram três. Com muita força expressiva em cena com diálogos marcantes, e porque não dizer emocionantes, o projeto mostra ao mundo mais uma vez que pela arte conseguimos recriar o passado mas sem perder a ternura em determinados olhares. Na trama, ambientada no período da segunda grande guerra, conhecemos o jovem Jojo ( Roman Griffin Davis , em atuação marcante), um pequeno alemão ridicularizado por muitos colegas, completamente extremista por tudo que ouviu falar sobre o nazismo. Jojo passa seus dias trazendo pra ...

Crítica do filme: 'Buoyancy'

A falta de perspectiva em um mundo que se distancia das emoções positivas. Indicado da Austrália ao Oscar de Melhor filme estrangeiro no ano passado (não chegou entre os cinco finalistas), Buoyancy, ou Empuxo como alguns denominaram por aqui, é uma forte e dramática saga de um jovem sem rumo que buscando oportunidades na liberdade das escolhas acaba envolvido no submundo absurdo do tráfico de pessoas. Com uma fotografia impecável e um roteiro com bastante profundidade, o projeto dirigido e roteirizado pelo cineasta australiano Rodd Rathjen (debutando em longas) nos guia para uma metáfora de sobrevivência cruel e impactante. Há muitas verdades sobre o mundo lá fora que nem imaginamos ou nunca paramos para pensar. O dia a dia de milhares de jovens sem oportunidades de renda, alimentação e estudo básicos é o pontapé inicial dessa cruel história de um jovem de menos de 15 anos chamado Chakra ( Sarm Heng ) que resolve abandonar a família no Camboja para tentar a sorte de ser alg...

Crítica do filme: 'A Verdade'

As analogias da tartaruga e no desdém do cotidiano nas relações interpessoais. Baseado em curto argumento de Ken Liu , o primeiro embarque a uma produção fora do oriente do aclamado cineasta japonês Hirokazu Koreeda , A Verdade , indicado ao Leão de Ouro em Veneza no ano passado e exibido no prestigiado Festival de Toronto no mesmo ano, é uma grande rodada de argumentos e situações envolvidos dentro de um drama familiar oriundos dos gestos e ações de uma amargurada atriz veterana que busca o conflito a todo instante. Há muita sutileza na condução de Koreeda mas a profundidade dos ricos personagens de outros filmes aqui se camuflam em uma única destacada atuação. É como se a melancolia atravessasse a trama de maneira a deixar tudo sem sentido em importantes definições de arcos. Na trama, conhecemos mais profundamente Fabienne ( Catherine Deneuve ), uma excêntrica estrela do cinema francês que resolve de uma hora pra outra lançar um livro de memórias o que acarreta na ida de sua ...

Crítica do filme: 'O Chefe'

As verdades quando são descobertas se desenrolam com mais naturalidade do que quando são apenas ditas pelos outros. Debutando em longas após uma série de curtas-metragens, o cineasta espanhol Sergio Barrejón traz para a tela do streaming Netflix a comédia O Chefe . O projeto é uma sucessão de mudanças na vida de um empresário importante que vão desde sua separação, o inusitado encontro com uma colombiana, até os novos rumos de sua complicada empresa. Escondido no catálogo, o filme passa na média mesmo não conseguindo ir além de uma superfície tapada por clichês mas com a vantagem de ter muito carisma nas atuações de seu elenco. Na trama, conhecemos o endinheirado e CEO de uma empresa que ele mesmo criou, César (o ótimo Luis Callejo ), um homem que atravessa uma fase difícil na vida com a eminente separação de seu casamento de anos, o distanciamento de seu único filho, e a surpreendente notícia de que alguém de sua própria empresa o está roubado faz anos. Munido de uma personal...

Crítica do filme: 'Frankie'

Os desejos de um momento chave na vida de uma pessoa que teve tudo na vida. Abordando um grave drama na vida de uma artista e suas escolhas que se sucedem a partir do acontecido, o cineasta norte-americano Ira Sachs volta às telonas, após um pequeno hiato de três anos, para dirigir mais um ótimo elenco na carreira no indicado à Palma de Ouro em Cannes no ano passado, Frankie . Pena que as peças não se encaixam, tentando dar leveza à profundidade e melancolia que o momento da protagonista corresponde, Ira Sachs (dos excelentes O Amor é Estranho e Deixe a Luz Acesa ) acaba nos aparentando uma bonita paisagem apenas e uma porção de diálogos insossos com o grande elenco pouco inspirado. Sem dúvidas, uma das grandes decepções do ano. Na trama, conhecemos a famosa atriz francesa Françoise Crémont, para os amigos íntimos Frankie ( Isabelle Huppert ), que resolve se refugiar na belíssima cidade de Sintra, em Portugal, chamando amigos e conhecidos de seu ciclo mais próximo para pass...

Crítica do filme: 'Borrowed Time'

As dores de traumas do passado em um ambiente hostil e cheio de melancolia. Um dos indicados ao prêmio de melhor curta de animação do Oscar de 2017, Borrowed Time utiliza a técnica de animação para dar luz a uma história que fala sobre como um momento pode guiar toda uma vida. Escrito e dirigido pelo trio da Pixar Andrew Coats, Lou Hamou-Lhadj e Mark C. Harris , o faroeste curtinho é um dos bons curtas de animações dos últimos anos. Na curta trama, acompanhamos em rápidos dois tempos a história de um jovem e seu pai xerife que ao passar por uma situação de risco o segundo acaba morrendo nas mãos do filho. De volta ao mesmo lugar onde tudo ocorreu muitos anos mais tarde, o filho, agora velho e que seguiu na carreira da lei também, precisa enfrentar seus traumas do passado. Profundo e bastante humano. No universo de conjuntos das leis as emoções são muito intensas e traumas viram pesadelo que podem percorrer durante anos. Essa relação de perda entre filho e pai nos leva a qu...

Crítica do filme: 'Pearl'

Impressionante como em 6 minutos dizem tanto sobre quanta coisa para muita gente. Escrito e dirigido pelo cineasta Patrick Osborne (que antes trabalhara na equipe de animação de Big Hero e O Avião de Papel ), Pearl é comovente do primeiro ao último minutinho. Profundo em apresentar a relação de carinho e afeto entre pai e filha, o projeto consegue levar o espectador a uma road trip de amadurecimento e quando precisamos abrir mãos de nossos sonhos a favor de uma causa maior. Maravilhoso projeto indicado ao Annie Award de melhor curta animado e na mesma categoria no Oscar de anos atrás. Na curta trama acompanhamos um pai músico independente e sua filha que atravessam cidades dentro de um carro antigo fazendo pockets shows pelas esquinas. A menina cresce, se torna adolescente e o pai vê a necessidade de ter um emprego fixo e mudar totalmente sua vida para dar mais chances para sua filha no futuro. A garota cresce e os sonhos esquecidos se tornam reais através de outros olhos. ...

Crítica do filme: 'A Volta por Cima'

Como conseguir ritmo e cenas com mensagens dentro de um caos camuflado de clichês? Mal ranqueado no imdb (fato que influenciam alguns cinéfilos) o filme francês A Volta por Cima é um baita achado para quem gosta de se divertir e perceber profundidade sociais características dos novos tempos nas entrelinhas. Escrito e dirigido pela dupla Remy Four e Julien War o projeto consegue tirar risos das situações menos inusitadas possíveis e com emblemáticos pontos quando pensamos na trajetória e inconsequências dos personagens principais. Na trama, conhecemos, Jonathan ( Jérôme Niel ) e Pierre ( Ludovik Day ), dois amigos de longa data, bem sucedidos que descobrem uma comemoração da turma que estudaram quando criança e sofriam bastante bullying. Agora de bem com a vida, resolvem ir até esse encontro para se gabarem de seu presente mas acabam esquecendo que surpresas podem ocorrer quando se há um reencontro depois de muito tempo e obviamente nada sai como o esperado deixando a dupla em...

Crítica do filme: 'Um Amor, Mil Casamentos'

Algumas reviravoltas que matam a experiência do espectador. Um Amor, Mil Casamentos , novo filme no catálogo da Netflix nesses tempos de pandemia tanta causar riso adotando a fórmula de Morte no Funeral (o original principalmente) mas que se perde totalmente após uma inusitada rebobinada que joga fora toda o primeiro arco. A partir daí tudo se desmonta e contamos os minutos acabarem lentamente como um grande sofrimento que nossos olhos estão sendo testemunhas. Dirigido pelo cineasta britânico Dean Craig (roteirista de Morte no Funeral ), o filme bate na tecla da repetição e dos clichês se tornando mais um filme esquecível. Na trama, conhecemos Jack ( Sam Claflin ) um jovem engenheiro estrutural beirando aos 30 anos que durante uma passagem pela Itália para visitar sua irmã, acaba conhecendo Dina ( Olivia Munn ) e se apaixona mas a despedida deles não foi como a esperada. Anos mais tarde, o protagonista está de volta à Itália para, agora, o casamento da irmã e tem a chance de r...

Crítica do filme: 'Confissão de Assassinato'

As verdades que aparecem através da paciência. No seu segundo longa-metragem como diretor, no ano de 2012, o cineasta sul-coreano Byung-gil Jung (que depois realizaria o bom filme A Vilã , em 2017) reuniu tudo de excelente em técnicas cinematográficas dentro de um roteiro assinado por ele e a dupla Won-Chan Hong e Dong-kyu Kim , culminando em um filme de suspense, com uma genial reviravolta onde o espectador não consegue desgrudar os olhos durante as quase duas horas de projeção. Um projeto impactante que marca mais uma vez uma excelência do cinema sul-coreano de reconhecimento mundial. Em Confissão de Assassinato , Nae-ga sal-in-beom-i-da no original, somos apresentados a um detetive chamado Choi ( Jae-yeong Jeong em grande atuação) que há 17 anos atrás deixou escapar um serial killer, responsável pela morte de no mínimo 10 mulheres em uma grande cidade da Coreia do Sul. Sempre incomodado como a forma que ocorreu o desenrolar dessa história, certo dia, Choi é surpreendido ...

Crítica do filme: 'The Way Back' (O Caminho de Volta)

As segundas chances para quem precisa e as oportunidades diferentes que a vida oferece. Com um background bem definido falando sobre o alcoolismo, The Way Back é um poderoso drama que dribla os clichês com bastante proximidade com a realidade, fruto de uma interpretação bastante honesta do intérprete do protagonista, Ben Affleck , sem dúvidas, um dos seus grandes trabalhos na carreira. Dirigido pelo cineasta nova iorquino Gavin O'Connor ( O Contador ) e roteirizado por Brad Ingelsby ( Tudo por Justiça ) essa grata surpresa é mais um dos lançamentos desse ano que vão direto para plataformas digitais por conta da crise dos cinemas pela pandemia que o mundo atravessa. Na trama, acompanhamos o desiludido, deprimido, alcóolatra, ex-astro dos campeonatos de basquete do high school na década de 90 e atualmente trabalhador de obras Jack ( Ben Affleck ). O protagonista passa seus dias entre um gole e outro, tendo uma relação bastante explosiva com sua irmã e um distanciamento da e...

Crítica do fime: 'Vivarium'

As impossibilidades de viver em uma loucura e a insanidade de um argumento que não existe. Em seu segundo longa como diretor, o cineasta Lorcan Finnegan consegue reunir toda uma insana trama, jogar dentro de um processador críticas sociais, no que vale a intimidade de um casal, e, como cereja do bolo, uma série de cenas sem pé nem cabeça fazendo o espectador perder mais de uma hora e meia do seu precioso tempo. Tudo dá errado em Vivarium ! Na trama, conhecemos Gemma ( Imogen Poots ) e Tom ( Jesse Eisenberg ), um jovem casal que vive feliz seu dia a dia. Eles estão na fase de morarem juntos e assim decidem irem procurar alguma imobiliária que os atraia. Passando após o trabalho em uma específica, entram e logo são envolvidos pelo agente imobiliário para visitarem naquele mesmo dia a residência. Chegando lá, a surpresa! Um imenso condomínio com todas as casas iguais e onde nada é o que parece, principalmente na hora de tentar ir embora. Depois de estrear no Festival de Canne...

Crítica do filme: '7 Ãnos'

As verdades íntimas de pessoas que pensamos conhecer. Dirigido pelo cineasta espanhol Roger Gual , 7 Ãnos mais parece uma peça de teatro com situações que se desenvolvem através dos argumentos de cada uma das pessoas envolvidas em uma trama que definirá o futuro de uma empresa e de cada um deles. Instigante e com ótimas críticas sociais, o filme navega entre a linha tênue entre o certo e o errado e nos mostra um certo eufemismo em argumentos pretenciosos de vilões capitalistas. Na trama, conhecemos Vero ( Juana Acosta ), Marcel ( Alex Brendemühl ), Luis ( Paco León ) e Carlos ( Juan Pablo Raba ), quatro sócios majoritários de uma empresa em crescimento milionário que são convocados em pleno sábado, dia que não trabalham, para uma reunião emergencial onde um deles precisará assumir a culpa de um problema contábil e ir para a prisão durante 7 anos para poder salvar a empresa e a todos os outros. Sem saberem direito como tomar alguma decisão, o quarteto que se diz muito amigo con...

Crítica do filme: 'Icare'

Os sonhadores sempre tentam dominar o mundo em que vivem. Escrito e dirigido pelo cineasta Nicolas Boucart , o média-metragem Icare , no original, indicado ao Magritte Awards de melhor filme não longa e um dos 10 curtas semifinalistas ao Oscar 2019 de Curta-Metragem de Ficção, brinca em forma de fábula sobre o conflito emocional entre a utopia e a distopia. Com poucas falas, usa de um simbolismo de imagens bastante simples e objetivo. Destaque também para a bela fotografia que acompanha essa história cheia de questões. Acompanhamos nos curtos 27 minutos de projeção, um homem que acorda por viver de solidão, isolado em uma única casa numa ilha, em lugar não bem determinado. Ele é um inventor e através de analogias e pensamentos através de coisas que ouviu e/ou leu/aprendeu, acredita que apenas um jovem teria a capacidade de voar através de uma pequena engenhoca que inventara. Logo, ele consegue o candidato ideal para seu experimento. As metáforas atravessam essa história qu...

Crítica do filme: 'Minha Mãe é uma Peça 3'

A necessidade de atenção de uma mãe com os filhos já criados e suas descobertas sobre a esquecida arte do viver. Uma das grandes trilogias do cinema brasileiro contemporâneo, quando pensamos pura e exclusivamente em bilheteria (ingressos vendidos), Minha Mãe é uma Peça 3 , baseado no estrondoso sucesso no teatro de Paulo Gustavo , é a continuação da história de uma família que o Brasil aprendeu a amar. Reunindo todos os personagens dos filmes passados e adotando curtos flashbacks entre arcos para sintonizar a emoção e pensamentos do presente, o filme dirigido por Susana Garcia ( Minha Vida em Marte ), pouco antes do fechamentos dos cinemas por conta da pandemia que domina o mundo, Minha Mãe é uma Peça 3 se tornou o filme mais lucrativo da história do cinema nacional. Na trama, acompanhamos uma nova fase na vida da Dona Hermínia ( Paulo Gustavo ), moradora de Niterói no RJ, que vê seus filhos saírem de casa e começarem a construção de suas famílias, Marcelina ( Juliana Xavier )...

Crítica do filme: 'Nefta Football Club'

Nas linhas da ingenuidade, propósito e razão nunca desaparecem. Um dos indicados ao Oscar de Melhor Curta desse ano, Nefta Football Club usa da criatividade de um assunto comum com a fragilidade do olhar ingênuo. Sacada bastante interessante do cineasta Yves Piat que entre outros pontos incorpora à sua história a essência do futebol pelo olhar das crianças. Ao longo dos quase 17 minutos de projeção, conhecemos rapidamente dois irmãos que estão sozinhos andando de moto por uma estrada deserta da Tunísia (próximo à fronteira com a Argélia) até que eu deles precisa urinar e acaba avistando um burro com o headphone e uma carga curiosa: um pó branco que, no modo deles enxergarem, parece sabão em pó. Tentando descobrir ao certo o que é aquele produto, o mais velho bola um plano para tentar negociar aquilo, enquanto o mais novo acaba tendo outros planos. Todo curta bom precisa ser impactante em algum momento, pois são poucos minutos para se fazer o público se interessar pelo que...

Crítica do filme: 'O Despertar de Motti'

Um destino traçado é uma adaga no coração de quem quer respirar ares de liberdade e realizar suas próprias escolhas. Indicado ao último Oscar na categoria de Melhor Filme Estrangeiro pela Suíça, e lançado pelo streaming em diversos países (incluindo o Brasil por meio da Netflix), O Despertar de Motti conta as sequentes confusões de um jovem universitário que em busca de sua felicidade, resolve ir contra tudo que aprendeu com sua família, principalmente o casamento arranjado. Delicado e com ótimo tempo de comédia, o longa-metragem dirigido pelo cineasta suíço Michael Steiner é uma grande aula sobre tradições. Um ótimo achado no catálogo da toda poderosa do streaming (que deve estar lucrando horrores nesses tempos de coronavírus). Na trama, conhecemos o tímido Motti Wolkenbruch ( Joel Basman ), um jovem exemplar que se dedica à faculdade de economia de tarde e pela manhã ajuda seu pai na contabilidade da empresa da família. De família Judia Ortodoxa, enfrenta o maior obstáculo ...

Crítica do filme: 'O Declínio'

A responsabilidade de todos é o único caminho para a sobrevivência. Disponível no catálogo da Netflix desde o finalzinho de março desse ano, O Declínio conta de maneira desapiedada a falta de limites da filáucia humana quando se enxerga em uma situação inquietante, onde cada escolha é vital. Ao longo dos intensos 83 minutos de projeção, somos colocados como testemunhas de até onde o ser humano pode ir para defender seu ponto de vista, flertando a todo instante com empáfia. A direção é do cineasta Patrice Laliberté , que debuta na posição nesse interessante projeto. Na trama, conhecemos Antoine ( Guillaume Laurin ) um pai de família que logo percebemos é um aficionado em proteção e muito fã de um youtuber que fala sobre táticas de sobrevivências caso o mundo entre em parafuso por qualquer motivo. Querendo ir mais a fundo nesses ensinamos, que vão desde o manuseio de armas e armadilhas, até como estocar arroz por 20 anos, o protagonismo resolve ir ao treinamento pessoal desse yo...

Crítica do filme: 'A Odisseia dos Tontos'

A revolta dos atingidos pela canalhice de alguns. Lançado no circuito brasileiro no final do segundo semestre do ano passado, A Odisseia dos Tontos , novo filme estrelado pelo grande ator argentino Ricardo Darín , é antes de mais nada uma crítica social importante que gira em torno da enorme crise financeira vivida pela Argentina no início do século. Baseado na obra La noche de la Usina escrito pelo escritor Eduardo Sacheri , o projeto aborda o caos de maneira inteligência, com ótima trilha e generosas pitadas cômicas. Mais um bom filme de um dos maiores recordistas de público no Brasil, Darín . Na trama, voltamos ao ano de 2001 em uma cidadezinha no interior da Argentina, quase província de Buenos Aires, onde um grupo de conhecidos resolvem investir todo o dinheiro que pouco tem em um negócio no local onde moram. Mas, um tempo depois de conseguirem arrecadar o suado dinheiro, acabam entrando em um golpe e perdem tudo para trambiqueiros. O tempo passa e o grupo volta a se reun...

O dia que fui citado no Estadão :)

O dia que fui citado no Estadão. :) https://cultura.estadao.com.br/blogs/p-de-pop/a-rapsodia-boemia-ainda-will-rock-you/